Há algum tempo esse país cobra a recuperação e o tratamento dos resíduos industriais na produção do carvão térmico, usado como insumo para produção do tipo PCI. A Anglo Coal, sexta maior empresa produtora e exportadora de carvão e que mantém participação de 25% na Carbones Del Guasare (CDG), que explora na América do Sul o mesmo insumo, poderá representar riscos para a nova empresa de Eike Batista, a CCX Carvão Colômbia.
Na estratégia adotada por ambas as empresas brasileiras existe uma contradição significativa na operação. No mínimo, chama atenção a entrada da CCX Carvão Colômbia, através de uma cisão, na oferta publica no mercado acionário, buscando financiamento para aquisição e expansão dos negócios. A preocupação é saber se os recursos levantados no mercado acionário serão bem investidos, de modo que gerem retorno aos investidores. O crescimento das empresas do grupo de Eike tem algumas informações importantes e que geram duvidas sobre até onde será sustentável, com investimentos em produtos poluentes e que criam problemas nas localidades nas quais realizam-se seus seus negócios. Resta saber se a Vale saiu no momento exato das operações na Colômbia ou se é mais uma das estratégias de Eike nos negócios, buscando capital barato para fomentar suas atividades com ativos especulativos.
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