terça-feira, 28 de agosto de 2012

Neurociência e Aprendizagem: em busca do sucesso escolar

Entre as mais valiosas contribuições que a ciência trouxe à atualidade, nenhuma se iguala aos novos conhecimentos sobre o funcionamento do cérebro, através principalmente da compreensão dos processos neurológicos e neuropsicológicos envolvidos na aprendizagem e nas suas dificuldades.

Enquanto por décadas se atribuiu o fracasso escolar a fatores como política pública educacional, nível sócio econômico das famílias envolvidas, demandas relacionadas ao potencial e a motivação da criança, cuidados familiares deficientes, questões emocionais, métodos pedagógicos erroneamente priorizados por esta e aquela escola, e a capacidade dos profissionais para ensinarem mais e melhor, pouco se avançou no diagnóstico e na diminuição do impacto que trazem as dificuldades e transtornos de aprendizagem na vida de cerca de 10% dos nossos alunos.

Foi na década de 90, proclamada nos E.U.A. como "A Década do Cérebro", que tiveram lugar as grandes investigações neurocientíficas, as quais trouxeram a publico, os estudos sobre a percepção, a atenção e a memória, e de forma inovadora, como estes conhecimentos poderiam ser aplicados para melhor compreendermos o processo da aprendizagem.

Embora a idéia de que a investigação neurocientífica possa colaborar com a teoria e prática do campo educacional já tenha mais de vinte anos, os mais atuais meios de investigação, disponíveis especialmente nos países desenvolvidos, é que determinaram o aparecimento do interesse redobrado que hoje se verifica no estudo da neuroaprendizagem de modo que a neurociência e a educação estão cada vez mais entrelaçadas.

E a razão dessa aproximação é simples: o número de crianças, jovens e de adultos cuja vida é negativamente perturbada pelas dificuldades na sua aprendizagem acadêmica, determinou a necessidade de se encontrarem explicações mais precisas para as causas desses problemas, assim como soluções práticas que atendessem às peculiaridades presentes no processo de aprender de todos alunos, especialmente diante das exigências trazidas pela Inclusão Escolar.

Hoje, é praticamente corriqueiro o acesso a referências fidedignas sobre o cérebro na literatura da educação e áreas afins. O resultado das pesquisas sobre os processos envolvidos na aquisição do conhecimento das crianças portadoras de dificuldades escolares é um aporte valioso na tentativa de trazer para a sala de aula melhores e mais eficazes condições de trabalho escolar.

Adquirir novos conhecimentos e comportamentos envolve uma complexidade de fatores interligados e dependentes entre si e nenhum pode ser desconsiderado, pois a prática demonstra que há uma confluência de causas tanto primárias e secundárias, que determinam as condições de aprender de cada aluno em diferentes momentos de seu desenvolvimento.

Entretanto, a partir do momento em que também consideramos seriamente os fatores neurológicos e neurocientíficos como fontes de aproximação ao conhecimento sobre a maneira como o cérebro aprende, e estes nos apresentam indicadores da forma de como potencializar a aprendizagem escolar, nos colocamos enquanto educadores, em posição de fazer uso, de operacionalizar tais conhecimentos científicos em favor de uma ação educativa mais direcionada, muito especialmente nos casos onde os transtornos de aprendizagem se fazem presentes.

Sem desconsiderar os conhecimentos das diferentes áreas que se dedicam ao estudo da aprendizagem e suas desabilidades, mas unindo-se a elas, a neuroaprendizagem constitui um instrumento diferencial para os profissionais que trabalham com a aquisição de novos conhecimentos e comportamentos, quer na escola, quer na clínica e não pode ser divorciada dos outros espaços onde o aprender é indispensável, seja nas empresas, nos hospitais, entre outros. 

terça-feira, 21 de agosto de 2012

Como conseguir o emprego dos sonhos

O sol de domingo nem se pôs ainda e você não consegue tirar a segunda-feira da cabeça. A sensação é horrível e não há nada a ser feito, a não ser esperar - desanimado e com o estômago embrulhado - pela retomada da rotina semanal. Para a escritora e coach canadense Maggie Neilson se você se encaixa neste perfil, está no emprego errado.

Maggie colecionou cargos de liderança em empresas e indústrias do Canadá, ao longo de 20 anos de carreira. Por isso, diz já ter estado dos dois lados da equação: já foi candidata e também já contratou. A experiência acumulada pela executiva serve de base para seu trabalho como coach.

Mulher pulando feliz

A tarefa de Maggie no seu recém-lançado livro “How to find your best job ever” (“Como encontrar o melhor trabalho de toda a sua vida”, sem tradução em português, da Brave New World Publishing) não é das mais fáceis: ajudar o leitor a traçar um plano que o faça ter o emprego dos sonhos. E, tudo isso em pouco mais de 100 páginas.

"Escrevi o livro porque eu vi tantas pessoas nos empregos errados ou trabalharem para as companhias erradas", disse a autora a EXAME.com. "A vida é muito curta para trabalhar em algum lugar que você odeia", completa.

Partindo do pressuposto de que o trabalho consome um terço das horas do dia, a autora recomenda que a escolha do emprego seja tão cuidadosa quanto à escolha de uma pessoa para se casar.

“Infelizmente, a maioria das pessoas deixa a decisão a cargo das empresas: por isso, estamos frequentemente desapontados quando finalmente conseguimos o novo emprego”, diz Maggie. Por isso, em vez de aceitar um emprego apenas por ter sido escolhido, ela recomenda que se inverta a equação. Segundo a autora, é o candidato quem deve ser o agente da escolha.

Em um momento de grande concorrência profissional, a proposta pode soar irreal. Mas com planejamento e empenho, diz a autora, é possível sim garantir uma cadeira em uma companhia da qual realmente queira fazer parte do quadro de funcionários.

Na opinião dela, é fundamental que as pessoas trabalhem em empresas com as quais estejam realmente alinhadas. Do contrário, este um terço do dia que você passa trabalhando vai acabar afetando negativamente os outros dois terços.


Autoconhecimento

De acordo com a autora, este é um dos primeiros e mais importantes pontos para dar o rumo certo à carreira profissional. Saber quem é você, quais as suas características, interesses, valores e habilidades é chave para saber em que tipo de companhia você se encaixa.

"É o primeiro passo porque isso ajuda você a se alinhar às companhias e indústrias nas quais você acredita. Isso vai inflamar a sua paixão e permitir o melhor em você apareça. Quando trabalhamos com paixão propósito ficamos animados cheios de energia e felizes”, afirma a autora.

Se não há tempo a perder, passar por processos de coaching ou mesmo buscar uma terapia são alternativas para acelerar essa busca e encontrar as respostas mais rápido.
Preparando o terreno

O próximo passo é preparar toda a documentação exigida nos processos seletivos. Coloque seu currículo em ordem, acrescente cursos e treinamentos feitos nos últimos meses. Avalie como está sua presença nas redes sociais e prepare-se para a entrevista de emprego.

Não tem uma trajetória brilhante para contar? Tudo bem. Pesquisadores das universidades de Stanford e Harvard apontam que potencial para ser um bom profissional vale mais no currículo do que os resultados já alcançados.

O importante é não mentir. Dados fantasiosos ou “floreados” podem vir à tona e a perda da credibilidade e, consequentemente, da oportunidade de emprego, são inevitáveis nesses casos.

A procura

Com currículo em mãos é hora de buscar as empresas certas. Maggie recomenda que o candidato “não atire para tudo quanto é lado”. Uma busca mais refinada pode resultar em uma lista mais enxuta, porém com mais chances de sucesso.

Qualidade de vida também conta. Nos Estados Unidos, por exemplo, ranking da Glassdoor revela anualmente quais são as empresas que mais têm benefícios para manter a vida profissional e pessoal em equilíbrio.

A campeã deste ano, a companhia sem fins lucrativos Mitre oferece horários flexíveis, academia de ginástica, área de recreação e serviço de aconselhamento familiar.

Os aliados

Sites e empresas especializados em recrutamento e headhunters podem fazer toda a diferença nesta etapa. Se você já possui headhunters em sua agenda de contato, sem dúvida, vai ser mais fácil.

Quem busca progressão na carreira deve procurar manter um bom relacionamento com estes profissionais. Assim fica mais fácil ele se lembrar de você quando uma oportunidade aparecer. Não conhece nenhum? Procure quem conheça. Um colega em comum pode fazer a ponte e encurtar o caminho até a entrevista.

A entrevista       
   
Mantenha a calma e prepare-se para ser questionado. Do campo profissional ao pessoal tudo pode ser tema de entrevista.

A dica é não engasgar e mostrar o quanto está, realmente, interessado, em contribuir para a empresa. Fala informal, deslizes gramaticais, eventuais atrasos e roupas inadequadas são erros fatais. E, como no currículo, a verdade é fundamental.

Aceitar ou não a proposta

Não é apenas o salário que deve ser levado em conta pelo candidato na hora de aceitar ou não o emprego É preciso colocar na balança quais são as perspectivas. Tente vislumbrar um horizonte profissional na nova empresa.

Com tudo a favor, comece com o pé direito no novo ambiente de trabalho. Como diz Maggie Nielson, no livro, o sucesso é a melhor vingança contra aquela sensação horrível de frio na barriga do domingo à noite.
 

Guia Salarial mostra valorização em marketing


Dinheiro no bolso 

O novo guia salarial da Robert Half está disponível. A edição 2012-2013 da empresa especializada em recrutamento mostra as faixas de ganhos nas áreas de Marketing e vendas, levando em conta o cargo, tempo na função e o porte da empresa.
               
Uma novidade na edição deste ano é a inclusão do cargo de coordenador de inteligência de mercado. Outro destaque é a valorização dos analistas de Marketing com até dois anos na função (veja em nossa reportagem).

Os cargos analisados no guia são analista de Marketing, executivo de contas, coordenador de Marketing e comunicação, coordenador de inteligência de mercado, gerente de produto, gerente de trade Marketing, gerente de inteligência de mercado, gerente de marketing, gerente de desenvolvimento, gerente regional de vendas, gerente nacional de vendas, diretor de Marketing e diretor comercial. Veja a edição 2012-2013 do Guia Salarial nas áreas de Marketing e vendas. 

Fonte:http://exame.abril.com.br/carreira/salarios/noticias/guia-salarial-2012-2013-mostra-valorizacao

Brasil é o quarto maior emissor de visto de estudante para a Austrália

Embora esteja a mais de 27 horas de vôo do Brasil, a Austrália é um dos destinos mais cobiçados pelos brasileiros que querem estudar no exterior. Conforme dados do Departamento de Imigração australiano, e tendo como referência o período de dezembro de 2011 até março de 2012, o Brasil está em quarto lugar no ranking de emissores de visto para estudo na Austrália, ficando atrás somente da China, Índia e Coreia do Sul.

Sydney é a cidade mais procurada do "continente-ilha", seguida de Brisbane e região da costa (Gold Coast, Sufers Paradise); Perth, na Costa oeste; e Melbourne, no estado de Victoria.

Segundo a gerente de Educação da Agência de Promoção Comercial e Investimentos do Governo da Austrália, Patrícia Monteiro, em 2011 o governo da Austrália lançou a marca Future Unlimited (Future Sem Limites) para promover o sistema de educação do país e os resultados que podem proporcionar na vida pessoal e profissional do estudante. "Com instituições de ensino muito bem posicionadas e reconhecidas internacionalmente, uma educação australiana realmente oferece um futuro sem limites, com inúmeras oportunidades", destaca Patrícia.

E essa possibilidade torna-se ainda maior, porque o estrangeiro pode trabalhar legalmente na Austrália durante 20 horas por semana no período de aulas, e em tempo integral durante as férias, o que não acontece em muitos países.

Ainda conforme Patrícia Monteiro, 55,8% das matrículas feitas por estudantes brasileiros de janeiro a junho de 2012 foi para os cursos de inglês, seguidas dos cursos de ensino profissionalizante e técnico (36,6%) e ensino superior (6,5%).

Como tirar visto de estudante para a Austrália

Desde fevereiro de 2012 o governo australiano implantou um sistema eletrônico para emissão de visto para a Austrália. É preciso estar conectado ao site do Departamento de Imigração e Cidadania do país, onde os formulários serão preenchidos. A apresentação de documentos extras só será necessária em alguns casos.

Porém, a ajuda de um profissional faz toda a diferença na hora de solicitar o visto, já que o formulário apresenta vários questionamentos, e não pode haver nenhum erro ou incompatibilidade nas comprovações financeiras e de vínculos profissionais e sociais. Para completar, toda a comunicação é feita em inglês, e os comunicados e e-mails também devem ser respondidos neste idioma.

Por estes e outros motivos, o melhor é não correr o risco de ter o visto recusado, e ter que adiar a viagem, conforme recomenda Alexandre Luis Pedrosa, que é diretor daInfovistos, uma das maiores empresas especializadas na emissão de vistos consulares. A dica é contar com a ajuda de quem já conhece os trâmites do processo de requerimento de visto para a Austrália e outros países, como é o caso da Infovistos.

O recado das empresas à geração Y: bom mesmo é dar resultado

Nos últimos cinco anos, as empresas reforçaram a orientação comportamental nos programas de trainees. O objetivo é simples: ajustar as expectativas dos jovens da Geração Y às reais possibilidades das empresas e, sobretudo, ensinar o básico – não há almoço grátis no mundo dos negócios.    
       
O que parte dos jovens só entende quando pendura um crachá é que seu diploma de primeira linha, seus cursos no exterior e sua visão mais ampla do mundo não são um passe livre para o sucesso. Devem ser ferramentas de trabalho para um fim: gerar o máximo de resultado para a empresa.
Executivo com luvas de boxe

A Whirlpool, dona das marcas Brastemp e Cônsul, é uma das empresas que se preocupam em conciliar as expectativas da jovem geração Y e a realidade do dia-a-dia. A empresa mantém um dos maiores programas de trainee do país. A cada ano, recebe cerca de 15.000 inscrições para preencher entre 25 e 30 vagas. A relação chega a 500 candidatos por vaga – nove vezes mais que o curso de Engenharia Civil da USP de São Carlos, o mais concorrido da Fuvest deste ano.

“Valorizamos os jovens diferenciados, mas esperamos deles resultados diferenciados também”, afirma Andrea Clemente, gerente geral de Recursos Humanos da Whirlpool. “Procuramos deixar claro que o potencial dos jovens tem de corresponder aos resultados que entregam, e lhes damos todo o suporte para isso.”

A hora do “chá”

Não há poção mágica para o sucesso, mas há um “chá”. A sigla é usada pelos especialistas em recursos humanos para definir três características de todo profissional: conhecimentos (aquilo que ele adquiriu na escola, em cursos e na vida), habilidades (a capacidade de colocar esse conhecimento em prática) e atitudes (a capacidade de saber quando usar seus conhecimentos e habilidades de modo construtivo).   

O s rigorosos processos de seleção dos trainees avaliam bem o conhecimento e apenas uma parte das habilidades e atitudes. “É só no dia-a-dia, que os jovens vão mostrar se têm mesmo habilidades e atitudes para progredir”, afirma Celia Marcondes Ferraz, diretora de educação executiva da ESPM.   

C ompreender isso não é trivial para a Geração Y. “Em algum momento do programa de trainees, explicamos que eles são pessoas bem preparadas, mas sem vivência corporativa e que é agora que tudo começa”, diz Celia.

Segundo a professora da ESPM, explicar isso não era uma demanda das empresas há dez anos. A ênfase dos programas de trainees era o desenvolvimento de conhecimentos técnicos, como análise financeira e de mercado e técnicas de negociação. A situação mudou com a chegada da Geração Y. “Antes deles, conteúdos de postura pessoal na organização eram pouco pedidos pelas empresas”, afirma Celia.

Sem cafuné

É claro que as empresas reconhecem muitos méritos na Geração Y. Eles são sim bem preparados e podem usar seu senso crítico e sua inquietação para propor mudanças positivas. E é isso que a Fundação Getúlio Vargas procura lhes mostrar, nos programas de trainees e in company de que participa.

“Procuramos ajudar os jovens a canalizar sua energia para coisas produtivas”, afirma Carmen Migueles, professora da FGV. O ponto principal, segundo Carmen, é incentivá-los a não desistir diante das dificuldades – a famosa resiliência. “Nem sempre as coisas são como queremos em uma empresa, por isso a resiliência é importante”, diz. “Isso significa compreender as dificuldades e se esforçar conscientemente.”

No fundo a sociedade e as empresas estão pagando o preço de adularem demais uma geração de jovens bem preparados. “Os processos duríssimos de seleção aumentam a vaidade dos jovens, que também são muito mimados em casa”, diz Celia, da FGV. O problema é que a mão invisível do mercado não costuma fazer cafuné em ninguém – seja em uma empresa, seja em um jovem bem preparado.

As diferenças entre o empreendedor e o gestor

O primeiro impulso após ter um sonho de empreender é acreditar, e muito além de acreditar é colocar a mão na massa. Trabalhar e trabalhar... Quem acredita que sendo empreendedor vai trabalhar menos, que como colaborador de uma empresa, está profundamente enganado. Se o que te move a empreender, é o pensamento de trabalhar menos, muito provavelmente terá uma grande decepção.

Recentemente assisti a um vídeo do grande Silvio Santos, um dos maiores comunicadores e empreendedores que conheço. No vídeo ele fala de forma bem informal para seus colaboradores, deixa bem claro, entre outras dicas, a que considero mais simples e mais profunda que é:

"Só não segue o objetivo, quem acredita que as coisas são fáceis. Todas as coisas são difíceis, todas as coisas tem que ser lutadas. Quando você consegue uma coisa fácil, desconfie, porque ela não é tão fácil quanto parece. Continue trabalhando, continue apostando na sua intuição, continue com os pés no chão. Não se importe com que sua esposa fala, com que seus filhos falam, com que seus amigos falem. Se importe com que você vive no dia-a-dia. Pelo menos foi assim que eu conseguir ir de camelô a banqueiro" 

Silvio Santos
O ser empreendedor é um ser de comportamentos específicos, confunde-se comumente gerir um negócio com empreender, e nada tem em comum. O administrador é um profissional moldado em esforço no estudo de técnicas administrativas, comprovadas após utilizadas em organizações.

O empreendedor é motivado pelo comportamento e atitude, é alguém que gosta do imprevisto, do risco, da instabilidade de empreender. Certa vez ouvi um amigo dizer que empreender é solitário, e é mesmo, pois as decisões são solitárias. Empreender é absorver as dificuldades, a instabilidade de um ambiente e transformá-lo virtualmente em um ambiente seguro e confortável para quem não consegue lidar com essas variáveis.

Todo os administrador pode ser um empreendedor, mas o empreendedor nem sempre é um bom administrador. Muitos empreendedores quebram por não aceitarem que não são bons gestores e não terem humildade para reconhecer tal fato, procurando aperfeiçoamento ou ajuda de um profissional, de um administrador.

Uma pesquisa do Sebrae2 demostrou que das empresas que se tornaram inativas, 68% tiveram como motivo declarado a dificuldade com habilidades gerenciais.

Estas pesquisas comprovam que fazer um negócio acontecer, é uma coisa e mantê-los saudáveis, depende muito de capacidade gerencial. Neste ponto que reforço a importância do profissional de gestão, capacitado para tal.

O empreendedor pode até gostar de gerir, mas geralmente gosta mais de empreender e são coisas quase que antagônicas, em devidos momentos, atitudes empreendedoras, se olhadas pelo prisma da teoria administrativa, não passaria de total loucura. Posso falar isso, pois, estudei sete anos de administração de empresas e se me dissessem, ainda nos bancos acadêmicos, que tomaria decisões baseadas em intuição, eu consideraria essa pessoa um herege corporativo.

O empreendedor muitas vezes se vale de intuição e bom senso, para assumir o risco, fatores totalmente subjetivos o movem. O que é bom senso para mim, pode não ser para o outro. O empreendedor oferece soluções antes de serviços, vende pelo resultado e nunca pelas características de seu produto/ serviço. Ser empreendedor é uma cultura.

A maioria dos empreendedores cruzaram em seu caminho pelo fracasso, mas se temos 68% de empresas que quebram antes dos quatro primeiro anos, por que não somos comumente defrontados com história de fracasso?

Pesquisando no Google por Histórias de Sucesso ceguei a 7.690.000 resultados contra 1.290.000 de histórias de fracassos. Sabe por que isso acontece?

Espera aí! se somente 32% das empresas sobrevivem nos primeiro quatro anos, por que tão poucas histórias de fracasso? não deveria ser ao contrário?

Essa discrepância estatística se deve ao fato de que o empreendedor conta seus insucessos pela vitória, ou seja, o fracasso foi só uma etapa para conquista da vitória. O empreendedor é resistente ao fracasso e faz dele trampolim para a vitória.

O empreendedor é focado no reconhecimento, até aceita o dinheiro como medalha, mas seu prazer é pela competição. O empreendedor é meio como um atleta, é tolerante a falhas, mas é obcecado pela vitória.

Quando a rotina começa é hora de um empreendimento novo. Esse é o ser empreendedor.



Fui promovido. É o fim da qualidade de vida?


Depois de muita dedicação e trabalho duro, veio, enfim, a promoção. Com isso, você já se despede dos tempos em que a sua responsabilidade na empresa estava limitada ao seu próprio trabalho.     
                  
Você começa se preparar para ir além. E os verbos liderar, orientar, gerenciar começam a ser conjugados. No entanto, a alegria de assumir a nova posição traz aquele incômodo frio na barriga. Será que vou dar conta?

Ficar algumas horas a mais no escritório certamente vai fazer parte da nova etapa da carreira. Afinal, maior carga de trabalho, pressão e cobranças são aspectos inerentes ao novo desafio profissional. Mas, a tão esperada promoção decreta mesmo o fim da qualidade de vida?

Para alguns isso é muito comum, diz Vilella da Matta, fundador e presidente da Sociedade Brasileira de Coaching. “Muitas pessoas não conseguem gerenciar o próprio tempo e acabam não sabendo equilibrar as atividades do dia adia no trabalho e na vida pessoal”, diz.
Promoção requer dedicação e a carga de trabalho aumenta
No entanto, é possível atingir resultados e continuar com uma rotina saudável, dentro e fora da empresa? Confira o que dizem especialistas consultados por Exame.com:

Desequilíbrio temporário

Na opinião da diretora de Negócios da LHH|DBM, Irene Azevedo a má notícia é que, sim, haverá um desequilíbrio. A boa notícia, diz ela, é que é possível que seja por apenas um período. “Os primeiros 90 dias vão necessitar de uma maior flexibilidade, provavelmente vai ter que deixar algumas coisas de lado”, diz.

Para Vilella da Matta, é durante os três primeiros meses que os holofotes se voltam para o recém-promovido ou recém-contratado. “É muito importante identificar se o profissional vai atender às expectativas dentro dos parâmetros que a empresa acredita ser necessário para exercer o cargo”.

“É o período em que você vai fazer a leitura da cultura da organização”, diz Irene. Entender o que se passa e definir as metas são os primeiros passos, na opinião da especialista.  
                      
O objetivo então é garantir a cadeira na nova função. Para isso, o essencial é se planejar. “Identifique rapidamente quais projetos de curto prazo vão trazer resultados rápidos”, diz Irene. Mas, defina também alguns de médio e longo prazo, recomenda a especialista. Assim, não corre o risco de se perder no futuro.

Dedique-se aos projetos escolhidos para conseguir dar uma resposta à organização e justificar sua escolha para o novo cargo. O sucesso nesses três primeiros meses vai trazer fôlego e confiança você se dar bem na nova função.

Defina prioridades

É fato que a sua vida pessoal vai ser preterida nesse período inicial. O importante é decidir o que pode ser deixado de lado com menor prejuízo. “Todo prêmio requer um sacrifício, mas não se pode fazer do sacrifício uma forma de viver. É imprescindível saber gerenciar o tempo que você dispõe, para dar prioridade ao que realmente é importante”, diz Vilella da Matta.

“Não pode deixar de dormir, nem de se alimentar direito”, diz Irene. Boas horas de sono e uma alimentação adequada são o combustível da sua performance. Cansado e mal alimentado será difícil desempenhar bem a nova função.

Encontrar um espaço de tempo para continuar a ter uma atividade física também é uma dica. “A saúde não pode ser deixada de lado”. Além disso, se exercitar dá mais energia para encarar a rotina no escritório.

Com as horas extras de trabalho vai ficar difícil manter a vida social agitada. “O lazer à noite com os amigos pode ficar prejudicado”, diz Irene. O importante, diz Irene, é saber que é apenas uma fase e que em pouco tempo você estará adaptado à nova rotina.

Se o tempo de lazer está mais enxuto, a dica é aproveitá-lo ao máximo. “Determinadas necessidades, como estar com a família, viajar e se divertir podem ser supridas de uma forma qualitativa e não quantitativa”, diz Vilella da Matta.

Na opinião do especialista, o sucesso pode ser alcançado mantendo-se, mesmo assim, a qualidade de vida. “Do contrário, pessoas como Bill Gates e Eike Batista viveriam exclusivamente para os negócios. A grande diferença está no modo de gerar resultados e gerenciar o tempo”, diz.

Fonte:http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/fui-promovido-e-o-fim-da-qualidade-de-vida

Entrevista de emprego: o que as perguntas revelam sobre você


                Entrevista de emprego 
Conhecer os valores, as motivações e a personalidade dos jovens é a grande preocupação dos recrutadores desde a etapa online da seleção de um programa de trainee. Em vez das tradicionais questões como "Quais são seus pontos fortes e fracos?" e "Como você se imagina daqui a cinco anos?", entram perguntas como "Que legado você espera deixar nesta empresa?" ou "Qual a decisão mais difícil que já tomou em sua vida?".   

Por meio delas, serão analisados fatores como autoconfiança, autoconhecimento, iniciativa, capacidade de adaptação, maturidade e habilidade para gestão de conflitos. Portanto, a forma como as perguntas são construídas também merece atenção especial.

"Preferimos construí-las com base em exemplos concretos ou situações pregressas. O comportamento que você adotou numa situação passada costuma predizer como você reagirá na mesma situação no futuro", diz Maíra Habimorad, sócia da Cia de talentos, empresa que assessora corporações de médio e grande porte nos seus programas de trainee.

Prova de fogo

A seguir, oito exemplos de perguntas feitas pelos recrutadores e o que está sendo avaliado emcada uma delas. Você vai notar que, em algumas, os empregadores estão atrás de experiências que confirmem as competências do candidato ou a forma de aprendizado, uma rotina que tem sido cada vez mais utilizada nas entrevistas de seleção. Assim, elevam-se as chances de garantir que a química entre candidato e empresa realmente exista e reduz-se o índice de abandono dos programas pelos trainees.

Que legado você quer deixar nesta empresa?

Por meio da resposta, os recrutadores avaliam o perfil profissional do candidato e o que ele prioriza. "A resposta pode ser: aumentar o faturamento; formar pessoas; criar um projeto inovador. Cada uma delas sugere um perfil: analítico, voltado para pessoas ou criativo", diz Maíra Habimorad, da Cia de Talentos.        
             
Você teve oportunidade de liderar um projeto? Conte-nos como foi o processo.

A pergunta avalia o estilo de liderança do candidato. "Vamos analisar se a iniciativa do projeto foi dele, se ele permitiu que outras pessoas colaborassem, como distribuiu as tarefas, se foi capaz de identificar problemas no projeto e se teve humildade para fazer as correções necessárias", diz Danilo Castro, diretor da Page Personnel.

De que forma você busca autoconhecimento?

"As respostas podem ser muitas: lendo, na religião, na terapia, fazendo coaching — e todas elas são válidas. O que importa mesmo é saber se a pessoa realmente busca autoconhecimento", diz Maíra Habimorad. A pergunta só é formulada dessa forma para forçar o candidato a dar um exemplo concreto. Assim, os recrutadores podem desmascarar futuros trainees que responderiam "sim" mesmo que não tivessem preocupação real com o tema.

Entre seus amigos, como você é lembrado?

Por meio dessa pergunta, o candidato é chamado a discorrer sobre suas qualidades e defeitos e a mostrar como lida com a visão que outras pessoas têm dele. "Podemos avaliar como ele transita entre os demais e sua habilidade nos relacionamentos interpessoais, observando, por exemplo, se o jovem fica na defensiva quando os outros falam dos defeitos que enxergam nele", diz Danilo Castro, da consultoria Page Personnel.

O que você sabe sobre si mesmo hoje que não sabia há cinco anos?

Essa é mais uma pergunta que apura o grau de autoconhecimento do candidato. "Quem não tem essa preocupação pode simplesmente dizer que aprendeu inglês", ilustra Maíra Habimorad. Mas aquele que busca o autoconhecimento tende a dar um exemplo de decisão que tomou com base em experiências anteriores. "Pode ser uma resposta como: ‘Descobri que definitivamente não quero carreira acadêmica porque já trabalhei num projeto do tipo na faculdade e vi que não é para mim’", exemplifica a consultora.   

Por que escolheu esta empresa e não a concorrente?   
             
A questão permite avaliar se o candidato estudou o mercado no qual está tentando ingressar, se entende o negócio e se de fato se identifica com os valores da companhia — de cuja seleção está participando.

Qual a decisão mais difícil que já tomou em sua vida?

O grau de maturidade do candidato e a forma como faz suas escolhas são investigados nessa pergunta. "Essa decisão foi difícil mesmo? O que ele levou em conta ao tomar essa decisão? Do que precisou abrir mão? Esses são alguns pontos que estão por trás da questão e que vamos observar", diz Maíra Habimorad, da Cia de Talentos.

Conte uma situação em que precisou trabalhar com uma pessoa difícil.

Esse tema analisa a capacidade do candidato de trabalhar em equipe, sua habilidade de conviver com a diversidade e sua flexibilidade. "Vamos observar, por exemplo, se ele tentou entender o ponto de vista da outra pessoa, por que ela agia da forma que o incomodava, ou se apenas impôs sua ideia, desconsiderando a forma de pensar do outro", exemplifica a consultora Maíra, da Cia de Talentos.

Fonte:http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/entrevista-de-emprego-o-que-as-perguntas-revelam-sobre-voce

Os vilões da produtividade no trabalho

RelógioSe as redes sociais estão na sua lista negra de principais sabotadores da boa administração do tempo no trabalho, talvez seja hora de rever seus conceitos. Segundo pesquisa recente da consultoria Track Via, o bate papo com os colegas de trabalho é o que, realmente, empaca a sua rotina diária de tarefas.

De acordo com o levantamento, 14% dos profissionais americanos afirmam que as conversas paralelas que mantém com os colegas são o motivo para tanto atraso no trabalho.

Mas esse não é o único motivo. Os problemas técnicos com os computadores conquistaram a segunda posição no ranking da consultoria. E não é por menos.

Esperar a sua máquina de trabalho ligar, a internet decidir andar e cruzar os dedos para que o software X grave todas as informações que você digitou, realmente, são motivos sérios de perda de tempo no trabalho.

Seu chefe pode ser a terceira razão para que você perca tempo no trabalho. Pois é. De acordo com a pesquisa, as reuniões estão na terceira posição no ranking de principais vilões da produtividade.

Apesar de não figurar na primeira posição, as redes sociais (e o ato de navegar na web) não passaram ilesas ao ranking. Elas aparecem na quarta posição com 9% dos votos. Não é pouco, diga-se de passagem.

Se você se identificou com qualquer uma dos motivos anteriores, EXAME.com selecionou um roteiro de reportagens que podem ajudar você a colocar os ponteiros da sua rotina profissional em odem. Confira.

1 Comece limando pela raiz os hábitos que tornam você improdutivo. Não fazer um planejamento da sua rotina, não ter noção de prioridades são alguns dos fatores que podem empacar suas atividades diárias.

2 Identificar os fatores que interrompem o fluxo do trabalho também é essencial. Neutralizá-los, essencial.

3 Faça listas. Mas do jeito certo. Aprenda como fazer listas de tarefas de um jeito mais eficiente.

4 Mire as reuniões. Quanto mais objetivo for o planejamento dela, melhor. Confira as dicas para limar o tédio das reuniões do trabalho e torná-las eficientes.

5 Invista na tecnologia. Existem diversos aplicativos no mercado direcionados apenas para tornar sua rotina mais organizada. Veja aplicativos para fazer listas e apps de gestão de tempo.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

6 truques para passar de endividado a investidor

Foi lançado esta semana o livro “Como passar de devedor para investidor - um guia de finanças pessoais”, escrito em conjunto pelo professor da Fundação Getúlio Vargas, Samy Dana, e seu ex-aluno de MBA, Fabio Sousa, sócio da FTN consultoria. O livro apresenta um método de organização financeira, recheado de truques já utilizados por clientes de Sousa.
Ao longo do livro, para mostrar como o método pode ser aplicado na prática, os autores usam o exemplo real de um casal de clientes. Com uma renda mensal de 7.000 reais mensais, o casal conseguiu pagar 11.271 reais de dívidas e investir 8.924 reais em exatamente um ano.

Samy Dana conta que o livro mostra as finanças pessoais como um balanço de uma empresa e apresenta os conceitos de forma simples. “É um livro para o público geral, não para especialistas em finanças, que usa uma linguagem de fácil leitura e pode ser lido rapidamente”, afirma.

Veja a seguir alguns “truques” apresentados no livro que prometem passar o leitor de um devedor a um investidor.

1) Não enxergue o controle financeiro como uma camisa de força

O controle financeiro é o principal conceito apresentado no livro. Os autores buscam mostrar como os pequenos gastos podem significar grandes montantes ao longo de um ano, não para condená-los, mas sim para deixar claro para o leitor qual é o destino exato do seu dinheiro. Uma vez feito isso, o leitor não precisaria reduzir todos os gastos, mas apenas passar a administrá-los da melhor forma.

“Se uma pessoa gasta 200 reais em um jantar, o importante é saber quanto este gasto representa no final do ano, se ela tiver dinheiro para isso e é algo que traz muito prazer, ela deve gastar. As pessoas entendem finanças pessoais como você ser pão duro, como fazer escolhas mais duras, mas não é isso, é o contrário: sabendo quanto custa cada coisa, eu passo a fazer escolhas a partir dos meus gostos e preferências”, explica Samy Dana.

2) Contabilize gastos parcelados como uma única parcela

Os autores sugerem que na planilha de gastos mensais, as parcelas de uma compra não sejam contabilizadas mês a mês, mas apenas no mês em que o gasto foi realizado. Por exemplo, a compra de uma televisão de 1.000 reais, parcelada em 10 vezes de 100 reais, seria computada na planilha de gastos do mês que foi comprada como um gasto de 1.000 reais e não como uma parcela de 100 reais.

Dessa forma, o leitor reservaria em um único mês 1.000 reais para a televisão, mas na realidade apenas 100 reais teriam saído da conta. Com isso, lhe restariam no mês seguinte 900 reais, no outro mês 800 reais e assim por diante. “O dinheiro fisicamente está na conta corrente, mas para o leitor, é como se ele deixasse de existir e a conta fica mais positiva. Assim, ele compra apenas o que teria dinheiro para pagar naquele mês. E, se ele não consegue pagar o valor total em um mês, nós sugerimos que ele adie aquele gasto para realizá-lo quando tiver capacidade efetivamente”, explica Fabio Sousa.

3) Identifique quais são as despesas semifixas e como reduzi-las

O livro propõe que todas as despesas sejam anotadas em uma planilha e que sejam divididas não apenas entre despesas variáveis e fixas, como geralmente é feito, mas também que haja uma terceira categoria, de despesas semifixas. “A despesa semifixa é aquela que você não consegue zerar, mas que pode reduzir. É o caso de uma conte de luz ou dos gastos com transporte", explica Sousa. As despesas fixas seriam apenas aquelas que têm o mesmo valor todo mês, como o condomínio, escola e a empregada doméstica; e as variáveis seriam os gastos com vestuário, lazer e outras despesas eventuais.

A vantagem de considerar esse tipo de despesa como semifixa é a possibilidade de tornar o orçamento mais flexível. Assim como os gastos variáveis podem ser cortados, as despesas semifixas também podem ser reduzidas.

O professor Samy Dana mostra, por exemplo, se vale a pena ter um carro, ou andar de táxi, dependendo das distâncias que o leitor costuma percorrer em um dia. “Eu falo quanto custa manter um automóvel em um ano e digo, por exemplo, que o gasto de um automóvel de 30.000 reais, que seria de 16.000 reais por ano, se estivesse em uma aplicação renderia juros. Assim, eu comparo se andar de táxi não seria mais vantajoso. Para uma pessoa que anda menos de 10 quilômetros por dia, por exemplo, andar de táxi é mais econômico”, diz.

4) Não espere o fim do mês para poupar

Depois de se livrar das dívidas e estar pronto para investir, o agora poupador deve reservar o montante destinado aos investimentos logo no início do mês, e não no final, aconselham os autores. “Depois que o leitor começa a entender quanto vai sobrar no mês seguinte, ele deve passar a poupar para investir logo no início de cada mês. Isto porque muitas pessoas que deixam pra fazer isso no final do mês veem que vai sobrar dinheiro e acabam gastando o que seria investido”, explica Sousa.

No livro, os autores apresentam quais seriam as melhores aplicações para quem está começando e sugerem principalmente investimentos em renda fixa. Há inclusive um apêndice dedicado apenas a explicações sobre as aplicações em Tesouro Direto.

5) Use o cartão de crédito de forma inteligente

Nem vilão, nem melhor amigo. Os autores fogem dos clichês do cartão de crédito para mostrar como usar os cartões de forma inteligente. Além da dica já comentada no item dois (de contabilizar as parcelas como um gasto único), eles orientam, por exemplo, que o leitor negocie as anuidades do cartão para que elas sejam reduzidas ou até suspendidas. E sugerem que, se houver um bom nível de organização e controle, pode ser vantajoso possuir três cartões de créditos diferentes.

“Se o cartão é pago em dia, não são cobrados os juros do rotativo e o cliente tem a vantagem de ganhar milhas que podem ser usadas para pagar muitas coisas. E o cartão pode até ajudar. Ter dois ou três cartões de crédito com vencimentos diferentes, permite que alguns gastos sejam distribuídos de uma melhor forma. Mas, para isso, é preciso ter boa organização”, diz Samy Dana.

6) Não desista do planejamento financeiro no primeiro mês

Sousa conta que quando seus clientes começam a fazer o planejamento financeiro e colocam sua previsão de gastos na planilha orçamentária, muitos não se conformam ao ver os resultados do primeiro mês. “No final do primeiro mês eles percebem que esqueceram um monte de coisas e alguns chegam a chorar porque não sabem onde o dinheiro foi parar”, explica. Ele diz que alguns desistem no primeiro mês porque acham que o planejamento é muito trabalhoso e querem resultados quase instantâneos.


O casal de clientes usado como exemplo no livro, segundo conta o autor, quando iniciou a consultoria estava com a conta corrente negativa em 500 reais, passou no fim do mês a 852 reais negativos para só no mês seguinte, depois de dois meses, terminar com um saldo positivo de 61 reais na conta corrente e 600 reais em investimentos. “As dívidas não se resolvem de uma hora para outra. Às vezes não é possível resolver a situação no primeiro mês. É preciso anotar todos os gastos, até os bem pequenos para ver como resolver o problema. E alguns deles só são percebidos no segundo mês de planejamento”, explica Sousa. 
O livro “Como passar de devedor para investidor - um guia de finanças pessoais” custa 28,90 reais e pode ser comprado pela internet. 

5 dicas de marketing para atrair o consumidor da classe C


O consumidor da classe C caracteriza-se por possuir renda familiar de até R$3 mil mensais. Segundo pesquisa da empresa Cetelem BGN em parceira com o instituto Ipsos Publics Affair, realizada neste ano, 54% da população brasileira faz parte da classe C.
Desse total, cerca de 50% são consumidores virtuais – conforme a e-bit, que apostam no e-commerce como uma das principais formas de negociação. Sendo a classe C um público crescente, destacamos algumas dicas de marketing para conquistá-lo e ampliar o market share de sua loja virtual:

• Aposte em valores competitivos

É interessante que os valores oferecidos ao consumo da classe C sejam competitivos, não podendo ser preços altos, para que não comprometa o orçamento do seu consumidor. Nesse sentido, vale trabalhar com itens de valores agregados;

• Divulgue as ações de seu negócio

A classe C deve ser informada sobre as novidades da loja virtual, para manter-se ativa, principalmente diante das datas comemorativas. Nesse sentido, aposte na divulgação das ações através de e-mails marketing e das mídias sociais;

• Trabalhe a usabilidade

Trabalhe em sua loja virtual a usabilidade, ou seja, facilite o processo de compra ao consumidor. Disponibilizar o passo a passo da negociação também é uma forma de auxiliar os clientes que estão chegando ao e-commerce;

• Facilite o pagamento

Trabalhar com a classe C demanda facilitar a negociação, bem como as formas de pagamento. Nesse sentido, apresente todos os meios possíveis, para que o consumidor se sinta estimulado a comprar;

• Disponha-se ao cliente

É natural que o consumidor tenha dúvidas quanto ao processo de negociação. Por isso, caso essas dúvidas surjam, esteja disponível ao cliente. Apresente meios de comunicação para que seu cliente entre em contato quando necessário.
Comercializar para a classe C significa conquistar a atenção, o desejo e o bolso deste público repleto de potenciais consumidores. Por isso, atente-se às suas características e invista nessas dicas: aposte e boas vendas! 
Felipe Martins - fundador e presidente da empresa DOTSTORE, especializada em criação e assessoria em Loja Virtual.

Gestores falham ao se comunicar e treinar pessoas


Estudo da Fundação Dom Cabral, realizado pela professora e pesquisadora, Marta Campello, cujo objetivo foi avaliar o nível de liderança sócio-emocional dos executivos no Brasil, mostra que entre as habilidades menos desenvolvidas nos executivos brasileiros estão a comunicação e a capacidade de desenvolver pessoas.
O estudo envolveu gestores de diferentes níveis e pediu que eles julgassem seus pares, chefes e subordinados.
O resultado mostrou que o maior desafio dos profissionais de Recursos Humanos e das empresas é preparar os líderes para desenvolver pessoas.
O segundo pior item avaliado neste estudo, foi o autoconhecimento, entre as competências pessoais.
E ainda, entre as piores competências dos executivos brasileiros, está a comunicação.
Para a autora do estudo, esta piora se deve ao processo de comunicação através de mídias eletrônicas.
Outros estudos mostram a distância entre clientes e consumidores. Ou seja, falta praticar o TNC (Tirar as Nádegas da Cadeira) para também falar, conversar com seus respectivos liderados e outros colaboradores da organização (grifo autor).
A autora afirma "o fato de o gestor oferecer um grande volume de informações na intranet não significa que a mensagem chegou de forma efetiva aos funcionários", diz.
Entre os pontos positivos concluídos pelo estudo, as habilidades mais bem avaliadas foram a autoconfiança e a automotivação.
Mas, Marta Campello faz um alerta "são qualidades que só podem ser comprovadas em uma grande crise ou desafio. Muitas vezes a imagem de autoconfiança é uma projeção que o executivo faz sobre o outro, mas sem base na realidade".
Referência
SOARES, Vívian.Gestores brasileiros falham ao se comunicar e treinar pessoas. Disponível em: http://www.valor.com.br/carreira/2785466/gestores-brasileiros-falham-ao-se-comunicar-e-treinar-pessoas#ixzz23SJfAQbK. Acesso em: 13 ago. 2012.

Mercado de luxo se profissionaliza e paga salários de até R$ 60 mil

O mercado de luxo está em expansão no Brasil. Um estudo divulgado pelo BCG (Boston Consulting Group) revelou que o setor deve crescer 12% nos próximos dois anos. A expansão do setor reflete no mercado de trabalho.
O especialista em luxo e autor do livro “O Mercado de Luxo no Brasil: Tendências e Oportunidades”, Claudio Diniz, explica que o mercado de trabalho se profissionalizou nos últimos anos, com isso as empresas estão muito mais exigentes no processo seletivo.
Diniz afirma que antes, era comum que as vendedoras fossem da classe A, sendo filhas de empresários ou políticos. O problema, segundo ele, é que as marcas ficavam em uma saia justa ao demitir estes profissionais. “Foi o que aconteceu na Daslu. Como quem trabalhava na loja, frequentava o mesmo mundo das clientes, não existia um limite.” 
Hoje, o cenário é diferente, as empresas buscam profissionais que entendam sobre o setor, mas que não são, necessariamente, consumidores deste segmento. “Entender do mercado do luxo, não quer dizer que você tem de ser um consumidor do luxo.”

Onde estão as vagas

As empresas querem pessoas que entendam sobre a marca. A ideia é que o cliente tenha o mesmo tratamento se fosse comprar o produto/serviço no exterior. Para isso, muitas empresas oferecem treinamento na Europa e EUA. Foi o que aconteceu em algumas lojas do recém-inaugurado shopping JK Iguatemi, em São Paulo, como a joalheria Van Cleef & Arpels.
A porta de entrada deste mercado está na área de vendas. Para os vendedores, o salário varia de R$ 7 mil a R$ 10 mil. Um subgerente ganha R$ 14 mil, gerente entre R$ 16 mil e 18 mil e diretor de R$ 40 mil a R$ 60 mil.
O salário alto foi o que chamou atenção da gerente de e-commerce da Lolitta, Nathalia Fernandes. Formada em Moda, ela enxergou no mercado uma possibilidade de ganhar mais do que se trabalhasse em empresas de outros setores. “O salário é mais atraente”.
Mas para ganhar bons salários, os profissionais têm de passar por processos seletivos exigentes. Nathalia diz que já participou de processos seletivos que duraram seis meses. “Eles querem saber tudo sobre a sua vida.”
Além disso, os profissionais depois de aprovados são monitorados por olheiros. “Soube de uma pessoa que foi demitida porque não atendeu bem um cliente. O problema é que a cliente era uma pessoa enviada pela marca.”

Perfil

O atendimento é um pontos priorizados por estas marcas, por isso, quem sabe atender bem se destaque frente ao demais. De acordo com a diretora da Human Trace, Mayra Rocha, as empresas procuram profissionais que saibam tratar o cliente com “gentileza” e tenham “elegância ao falar”, ou seja, português corretamente, tom moderado de voz e que não usem gírias.
Não é necessário ter nível Superior, mas ter alguma vivência no exterior conta pontos durante o processo, já que muitas marcas são estrangeiras. “Entender a cultura é importante.” Diniz acrescenta ainda que é fundamental ter conhecimento na língua inglesa. “Também é indicado que o profissional fale espanhol ou francês. ”

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

5 razões que fazem os otimistas serem melhores líderes nos negócios


Quando se fala em gestão e liderança, a visão de mundo faz a diferença entre ser um bom líder ou não para seus colaboradores. Para o coaching em comunicação, Carmine Gallo, o otimismo é a característica mais importante que os líderes de hoje devem ter.


Cinco razões

Pensando nisso, Gallo publicou um artigo na Forbes sobre as cinco razões que fazem os otimistas serem melhores líderes para seus colaboradores. Ainda não acredita? Confira a lista:

1. Otimistas iniciam o negócio: um otimista vê oportunidade onde os outros não veem. Quando a economia está com dificuldades e milhões de pessoas estão desempregadas, o pessimista usa esses fatores como desculpa para não arriscar.
Já o otimista não se deixar levar pelos obstáculos e contratam mais pessoas. Como Winston Churchill disse uma vez: “Os otimistas veem oportunidade em cada dificuldade”.
2. Otimistas têm mentalidade de sucesso: se uma pessoa é pessimista, simplesmente não será bem sucedido em um ambiente econômico difícil, pois não saberá como lidar com ele. Ter pensamentos positivos frente aos problemas faz um gestor seguir em frente e enfrentar outras barreiras.
3. Otimistas são comunicadores inspiradores: inspirar alguém é provocar um entusiasmo dentro dele. Se não pode suscitar esse sentimento por uma ideia, você não é um comunicador forte.
“Eu trabalho diretamente com alguns dos melhores comunicadores do mundo. Todos são mais otimistas que a média da população”, afirma Gallo.
4. Otimistas contagiam pessoas: por mais dura que a vida esteja, alguém sorrindo e ressaltando o lado positivo anima qualquer um. Gallo dá o exemplo de Churchill, que sozinho, virou a opinião pública na Segunda Guerra Mundial com uma série de discursos positivistas: levantou a confiança dos ingleses e deu a eles uma certeza de que poderia lutar e vencer. Os membros do gabinete de guerra de Churchill disseram que suas palavras e atitude fez as pessoas se sentirem mais corajosas com sua presença.
5. Otimistas são imunes ao efeito recência: todos precisam de otimistas no ambiente de trabalho para combater o “efeito de recência”, que, em termo psicológico, significa que as experiências mais recentes são mais lembradas e as experiências antigas são esquecidas.
“Precisamos de líderes que são imunes ao efeito de recência e que vê além da crise atual, lembrando-nos de longo prazo. Nenhuma recessão é sempre tão ruim quanto parece no momento. Se você está cercado por pessimistas é provável que você assuma o mesmo comportamento”, explica ao artigo da Forbes.
Gallo ressalta que hoje o mercado precisa de líderes que inspiram seus profissionais e clientes, passando confiança de que no final, tudo dará certo.