terça-feira, 20 de março de 2012

Ceará foi o estado que mais gerou emprego em fevereiro no N/NE

O Ceará foi o estado do Norte e Nordeste que mais gerou vagas, em números absolutos, no mercado do trabalho no mês de fevereiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho, divulgados nesta sexta-feira (16). No total, foram gerados 3.667 empregos formais, o que representa 0,35% a mais em relação ao mês anterior. Os setores que apresentaram o maior número de contratação foi o de Serviços (3.022 postos) e da Construção Civil (1.926), cujos saldos superaram a queda na Agropecuária (-905 postos) e Indústria de Transformação (-641).

De acordo com a Caged, esse resultado foi o terceiro melhor de toda a série histórica do órgão para o período, sendo superado pelo ocorrido em 2011 (+ 5.793 postos) em  2010 (+ 5.700 postos). Nos últimos 12 meses, o Ceará registrou um crescimento de 5,18% no nível de emprego, com a criação de 51.251 postos de trabalho.

“O desempenho dos setores de serviços e construção civil puxou o desempenho da geração de empregos em fevereiro de 2012, resultado que foi amenizado pela agropecuária e a indústria. Este último setor vem sendo um dos mais atingidos na recente trajetória da economia nacional, o que diminuiu o ritmo de crescimento da geração de empregos em vários estados da federação, incluindo o Ceará. Mesmo diante da realidade, atingimos o melhor resultado do Norte/Nordeste na geração de empregos, com 3,6 mil empregos a mais,” afirma o presidente do IDT, De Assis Diniz.



Você e o posicionamento de sua marca - Marketing Pessoal

O marketing pessoal é uma ferramenta para alcançar seus objetivos profissionais. Não consiste somente em um elemento utilizado para a busca de emprego, nos auxilia também a nos tornarmos pessoas mais criativas, empreendedoras e estudar mais quem realmente somos, que capacidades e recursos temos para realizar algo totalmente diferente do que já fizemos. Serve como uma alavanca estratégica.

A marca pessoal ou Personal Branding tem por objetivo construir sua própria marca e lhe ajuda a se destacar e ser importante no seu campo de atuação, a ter notoriedade com seu público alvo, a melhorar sua imagem e lhe fazer mais visível, a lhe diferenciar de outros profissionais, sobressair-se em sua empresa, entre outros aspectos. Aprender a melhorar nossa capacidade de impacto e influência sobre as outras pessoas pode ser uma grande diferença para o êxito profissional. Não basta somente ter boas ideias, mas sim a capacidade de transmití-las.

O marketing não se aplica unicamente aos produtos e serviços, também podemos aplicá-lo de forma individual a nós mesmos. É um sistema total de atividades idealizado para planejar pessoas, satisfazer necessidades e desejos, desenvolver estratégias comerciais como a segmentação para saber a que mercado se dirige, uma análise pessoal, um posicionamento de tempo, espaço e metas. Desenvolver seu marketing pessoal não consiste somente em obter visibilidade e mostrar solidez profissional, implica em conhecermos melhor a nós mesmos, planejar metas e objetivos, nos comprometermos com a melhoria contínua, desenvolver e implementar a nossa própria identidade e destacar nossa vantagem competitiva.

Pensemos no marketing pessoal por diversas visões. Um gestor tem necessidades para satisfazer, um político tem sua intenções para divulgar e promocionar, um empreendedor tem sua criatividade para desenvolver, um desempregado tem a necessidade da vaga de trabalho e assim por diante. Lembre-se que as melhores marcas pessoais são capazes de comunicar o que representam em poucas palavras. Um exemplo bem claro seria o do candidato e hoje Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que teve um sucesso enorme em definir-se em uma só palavra: mudança (change).

O marketing pessoal está diretamente ligado à comunicação persuasiva, que não tem por objetivo manipular, mas sim facilitar o diálogo com os demais e saber o que quer escutar de nós o recrutador durante a entrevista. Para colocar a comunicação persuasiva em prática devemos:

    Escutar ativamente: prestar muita atenção ao que afirma e pergunta o entrevistador e saber interpretá-lo ( o que ele quer escutar a seu respeito). Há pessoas que não escutam o interlocutor porque se distraem preparando o que vão dizer.

    Analisar  metamodelo de linguagem: consiste em estudar como se expressa o entrevistador. Quais as palavras que ele utiliza de forma repetida, quais as ideias que afirma com frequência, que tipo de perguntas faz, entre outras. Isso ajuda a deduzir o que realmente importa ( as pessoas, os resultados econômicos, o trabalho bem feito). É uma análise que requer prática mas que com o tempo se torna muito eficaz.
    Utilizar a técinica da estimulação: neste ponto, além de observar há também que copiar. Devemos imitar com tato os movimentos, a gesticulação e o tom de voz do recrutador. O objetivo disso é alinharmos seu estilo de comunicação.
    Observar o ambiente: os minutos de espera na recepção da empresa podem nos fornecer informações interessantes. A decoração, a idade, a forma de vestir dos outros empregados, os livros, revistas e jornais disponibilizados dizem muito sobre a empresa.

A comunicação persuasiva  é a base do marketing pessoal, mas para que funcione deve formar parte de uma estratégia para construir nossa própria imagem. Isso significa nos apresentar aos demais de uma determinada maneira, sem tentar enganar, manipular ou mudar nossa personalidade. A imagem se cria a partir de todos os elementos de comunicação que nos rodeiam: a forma como nos vestimos, como falamos, observamos, escrevemos, gesticulamos e atuamos. Tudo isso deve gerar uma combinação coerente.

Quando falamos em marca pessoal podemos equiparar as pessoas às marcas, pois possuímos atributos, nos associamos a determinados valores e ocupamos um posicionamento dentro de um contexto.

Quando tenha claro o que você pode oferecer e a que objetivo deseja chegar, você deve estudar o mercado para ver o que já está sendo feito a respeito e traçar um paralelo com as suas reais chances de obter um determinado emprego. É sempre válido pesquisar os setores com mais oferta de trabalho, os requisitos mais solicitados pelas empresas, que tipo de salário e benefícios oferecem. Toda essa informação lhe servirá para perparar um plano de ação personalizado, elaborar um bom currículo e uma boa carta de apresentação, pesquisar as melhores ofertas e ativar sua rede de contatos.  Uma regra básica para evitar a perda de tempo de ambas as partes, isto é, entre as empresas que buscam funcionários e os candidatos que buscam emprego, é identificar-se sempre com todos os requisitos solicitados pela oferta de trabalho e poder aportar algum diferencial a mais. São muitos os exemplos de pessoas que fazem sua inscrição para uma oferta de trabalho que exigem um nível fluente do idioma inglês, por exemplo, e não o possuem. E o marketing pessoal funciona ao contrário disso, não se trata de mentir e sim de destacar nossos pontos fortes nos processos de seleção.

Podemos pensar em estratégias que auxiliam a pensar antes de uma entrevista como por exemplo o que você pode oferecer à empresa (conhecimentos, experiência, habilidades pessoais). Seu projeto profissional (o que você gosta ou não de fazer, em que tipo de empresas ou setores lhe interessa trabalhar e em que condições. Muitas pessoas não têm êxito na busca por trabalho porque enviam milhares de currículos sem saber o que realmente lhes interessa.

Devemos evitar equívocos do tipo: vender uma imagem de pessoa séria e responsável e chegarmos atrasados a uma entrevista de seleção, isso se chama desorganização. Dizer que nosso ponto forte é a atenção aos clientes e logo enviar-lhes um e-mail em tom coloquial e com erros de ortografia. Assim como destacar como ponto forte a autoconfiança e não olhar nos olhos do entrevistador durante a entrevista.

A imagem própria é construída pouco a pouco e se inicia com os detalhes. Se não somos naturais, sinceros e respeitosos com nossos interlocutores nunca seremos levados com a seriedade pertinente ao tema. Somente as pessoas ‘saudavelmente ambiciosas’ podem obter resultados éticos e duradouros quando se vendem a si mesmas.

Polícia Federal abre inscrições para 600 vagas

A Polícia Federal abriu inscrições nesta sexta-feira, 16, do concurso para agente (500 vagas) e papiloscopista (100 vagas). Os editais foram publicados nesta quinta-feira, 15, no Diário Oficial da União. .

Os cargos exigem nível superior completo em qualquer área e carteira de habilitação categoria B ou superior. O salário inicial é de R$ 7.514,33. A carga de trabalho é de 40h semanais.

A taxa de inscrição para ambas as carreiras é de R$ 125. As inscrições serão recebidas somente via internet, na página do Cespe/UnB (para agente e para papiloscopista), organizadora do concurso, até o dia 3 de abril.

A primeira etapa dos concursos públicos da PF será composta de exame de habilidades e de conhecimentos (prova objetiva e prova discursiva, marcadas inicialmente para 6 de maio), de exame de aptidão física, de exame médico e de avaliação psicológica.

A segunda fase compreende o curso de formação profissional. As seleções terão o prazo de validade de 30 dias, prorrogáveis uma única vez por igual período, contados a partir da data de publicação da Portaria de homologação do resultado final do Curso de Formação.

Os locais e os horários de realização da prova objetiva e da prova discursiva serão publicados, em edital, no Diário Oficial da União e divulgados na Internet, na data provável de 30 de abril de 2012. 

Cinco comportamentos que você deve evitar para não cometer suicídio profissional

O suicídio profissional pode acontecer com muita facilidade, de várias maneiras. Felizmente, tomando atitudes sensatas, você pode reduzir as chances de isso acontecer.

Você quer visibilidade em sua carreira. Visibilidade positiva, certo? A última coisa que a sua carreira precisa é de uma gafe - ou seja, um erro que o coloca no centro das atenções negativas. Um erro estúpido capaz de acabar com a sua carreira.

Há situações sutis e cotidianas que podem significar suicídio profissional. Veja cinco comportamentos que você deve evitar.

1. Enviar e-mail impróprio
A maioria é lúcida o suficiente para saber que piadas de mau gosto ou correntes não têm vez na comunicação corporativa. A maior parte dos funcionários de escritório se complica mesmo é com respostas impulsivas a e-mails recebidos.

Algum dia você já leu um e-mail rápido demais, disparou uma resposta colérica para todos os lados e depois descobriu que tinha interpretado mal a mensagem recebida? Além de desperdiçar o tempo das pessoas, você acaba envenenando suas relações de trabalho, talvez para sempre.

Antes de responder a um e-mail que elevou sua pressão sangüínea, aplique o teste útil de perguntar a si mesmo:  “Eu ia querer que minha resposta fosse publicada na primeira página do The New York Times?”

Se a resposta for não, esfrie a cabeça. Salve a mensagem em uma pasta de rascunhos e examine-a depois. Você tem certeza de que é isso que deseja escrever, sobretudo se estiver insultando diretamente o destinatário? Será que suas palavras poderão ser interpretadas mais negativamente do que você pretende?

Por fim, você quer que esta mensagem chegue ao seu chefe – ou ao diretor de RH? A propósito, não se apóie em nenhum recurso “unsend”. Ele vai falhar quando você mais precisar. E tome muito cuidado para não apertar o botão Responder a todos, ou sua conversa supostamente pessoal será a mais nova fofoca do escritório.

2. Humilhar colaboradores
Depois de executar um volume de trabalho significativo para um determinado cliente, decidi, um dia, tentar ter mais presença junto a este cliente. Telefonei para um executivo de outra área desta organização, apresentei-me e disse que “Carl” (nome fictício do executivo de TI com quem eu costumava trabalhar) estava satisfeito com meu trabalho.

Este executivo replicou: “E por que eu deveria ligar para o que Carl pensa?”
Não foi inteligente da parte dele dizer isso, em especial para alguém que é de fora da organização. Se Carl tivesse ouvido esta observação – este tipo de coisa se espalha – um gigantesco abismo seria criado entre ele e seu indiscreto colega. Mais importante, observações como esta afetam a credibilidade da organização.

Veja outro exemplo: digamos que você seja a pessoa a quem o help desk leva os problemas que não consegue resolver. Você descobre, ao conversar com um cliente, que o membro da equipe com quem ele falou deu-lhe informações escassas. Talvez você ache este membro da equipe um idiota, mas não é uma boa idéia dizer isso ao cliente.
Antes de tudo, se seu chefe ficar sabendo que você fala mal dos seus colegas para os clientes, você poderá ter sérios problemas. Denny Brown, CIO da concessionária de energia elétrica Arizona Public Service, é categórico: este tipo de comportamento constitui insubordinação e, portanto, é “motivo de demissão”.

O ideal é manter uma frente unida ao lidar com o cliente. Resolva o problema com seu colega nos bastidores.

3. Contradizer o chefe em público
Suponha que seu chefe cometa um erro factual ao fazer uma apresentação. Será que você deve corrigi-lo no ato, achando que ele vai agradecê-lo por chamar atenção para o erro na frente de todos?

Hum... não.

Em que circunstâncias você pode contradizer o chefe em público com segurança?
Vislumbro apenas duas.

Se o prédio estiver em chamas e o chefe apontar a saída errada para as pessoas, provavelmente você poderá corrigi-lo com poucas conseqüências.
Se o chefe achar que cometeu um erro, mas não cometeu, você pode falar – quanto mais alto, melhor. Por exemplo, o chefe menciona o fornecedor correto de backup off-site, mas em seguida diz: “Desculpem, me enganei”, você pode dizer: “Não, chefe, você estava certo”.  Não é sempre que você tem uma oportunidade destas, portanto, aproveite.

Do contrário, exercite extrema discrição quando seu chefe errar em público. Se o assunto for realmente importante (o CIO informa a data errada em que a implementação entrará em operação), aborde-o durante o intervalo e mencione o erro discretamente. No reinício da sessão, um CIO inteligente e generoso aponta o erro, desculpa-se e lhe dá o crédito da correção.

Você dificilmente será benquisto se corrigir o chefe em público. O mais provável é que ele fique aborrecido por fazer papel de bobo e talvez até queira saber por que você não detectou o erro antes da apresentação.
Se faltar muito tempo para o intervalo, tente atrair a atenção do chefe com o olhar e falar-lhe em particular. Mas nunca o corrija em voz alta na frente do grupo.

4. Cometer erros sociais grosseiros em um evento da companhia
Comportamento inadequado de funcionários em festas do trabalho é clichê desde os anos 50, mas isso não significa que as pessoas não façam um papelão. Don Michalak, co-autor do livro Making the Training Process Work e consultor de empresas como Ford, KPMG e Marsh & McLennan Co., enfatiza que estes encontros não são eventos puramente sociais. “Não faça nada que não faria no escritório da sua empresa ou de um cliente.”
Sim, haverá comida na festa. Vá em frente e coma, mas não chame atenção estacionando na mesa do coquetel de camarão. (Certo ou errado, as pessoas vão reparar se você exagerar.) Uma boa idéia é comer alguma coisa antes da festa para não parecer esfomeado ao chegar. Tome cuidado se houver bebidas alcoólicas, você sabe o que pode acontecer se beber demais.
Se levar um convidado, peça-lhe que tome cuidado com as palavras. Você não vai quer que ele diga ao seu chefe: “Você não é tão careca quando falaram”.
A propósito, por mais que você se dê bem com seus colegas, uma festa não é o momento certo para reclamar das horas extras que precisou trabalhar para implementar SAP. Se você chegar a conversar sobre as horas ou o projeto, procure ser positivo: “Foi difícil, mas consegui”.

5. Eliminar possibilidades de retorno ao sair
Muita gente tem a fantasia de criticar o chefe ao deixar a empresa. Pense duas vezes antes de soltar o verbo. Você se lembra da bolha da internet dos anos 90? Muitos profissionais de TI saíram de empresas tradicionais com a idéia de faturar milhões em start-ups de internet, que acabaram fracassando. Quem saiu em bons termos com seu antigo empregador teve mais chance de ser recontratado.
Quando se desligar de uma empresa, que seja da maneira mais amistosa possível. Ao fazer o anúncio da saída, enfatize as vantagens do futuro emprego, nunca as desvantagens do atual. Aponte razões para ser grato por ter trabalhado ali, mas seja sincero, não invente coisas.

Se você aprendeu alguma coisa com seu chefe e seus colegas de trabalho, diga-lhes. Mesmo que você tenha enfrentado dificuldade com alguém, pode dizer, por exemplo: “Obrigado por me ensinar a fazer um benchmark de um ambiente Active Directory”. Sair em bons termos só poderá ajudá-lo se você reencontrar estas pessoas posteriormente.
Mesmo os líderes com um histórico de sucesso podem falhar. Normalmente isso é porque eles têm maus hábitos que podem transparecer.

Aprender com o passado pode ajudar a evitar erros reincidentes. No entanto, não confunda aprender com o passado com reviver o passado. Este último envolve interminável auto-recriminação e, muitas vezes auto-piedade, que nem sempre ajudam a resolver a situação.

 


Pessoas ficam mais criativas em ambientes criativos

Nosso país acredita em contos de fada. Como crianças, os administradores privados e públicos insistem em soluções a curto prazo. Fomos educados ouvindo e assistindo histórias nas quais as tragédias acontecem no curto prólogo e as soluções heróicas resolvem-se antes do epílogo no qual os protagonistas terminam felizes para sempre. Quando adultos, com a responsabilidade de gerenciar processos, continuamos a pensar que causa e efeito estão próximos, como em um conto de fadas. No mundo real, a saga do herói só se realiza para muito, muito poucos.

A vida contemporânea é extremamente mais complexa do que as histórias infantis que continuamos a repetir para nossos filhos. As planejadas linhas de produção da era industrial não resolvem os problemas complexos da era do conhecimento. As recentes certezas estão evaporando cada vez mais rapidamente. Os complexos algoritmos também não resolvem a profunda desordem da economia mundial. A única certeza é a imprevisibilidade acelerada das mudanças. Nas salas da Microsoft, existem placas com um chamado: "Adote a mudança". Ou nos preparamos para uma adaptação rápida às transformações, ou ficaremos parados à beira desse tempo volátil.

Uma diferença entre o planejamento brasileiro e o do chinês é o pragmatismo de entender o tempo. Estamos construindo projetos para criar empregos agora, que repetem o que já existe. Os chineses estão educando multidões para que elas construam um futuro que não existe ainda. Eles aprendem e ensinam ao mesmo tempo. Gustavo Ioschpe acredita que o sistema educacional chinês é o melhor do mundo: pragmático, meritocrático, coletivo, gradual e aberto ao exterior(1). O que Ioschpe chama de gradualismo chinês é o processo de prototipagem do método científico. Testam-se as melhores ideias. O que dá certo em pequena escala é compartilhado por outras províncias que adotam a mudança. Até que possa entrar dentro do organismo nacional chinês.

Como professor de design thinking, uma disciplina que está sendo testada na ESPM-RJ desde 2010, fico entusiasmado quando vejo que as características do design thinking estão sendo aplicadas em outros lugares. Design thinking é uma metodologia pragmática e colaborativa, completamente aberta às novas ideias e experiências, mas principalmente baseada em prototipagens rápidas e iterativas. 

A pesquisadora Michele Rusk(2) identificou algumas características pessoais comuns atribuídas aos design thinkers, tais como ampla curiosidade, habilidade para empregar conhecimento tático, habilidade para desenvolver percepção consciente e lampejo estimulante, habilidade para entender problemas complexos e identificar as causas mais profundas dos problemas, habilidade para antecipar e visualizar cenários, habilidade para inventar ideias e sínteses e habilidade para solucionar problemas. Rusk diz que criatividade é o pensar, que inovação e design são o fazer. Os design thinkers teriam a habilidade crucial de trocar o estilo de pensamento divergente para convergente e, quando necessário, suspender qualquer julgamento que atrapalhe o processo.

FONTE E MATERIA COMPLETA:

Classes baixas não priorizam mais preço baixo

Com o crescimento da renda média do brasileiro (passou de R$ 1.609 em 2010 para R$ 1.650 em 2011, segundo o IBGE), as empresas são desafiadas por um consumidor mais exigente.

Antes, para algumas marcas, bastava estampar um preço baixo na gôndola para garantir a venda. Hoje, o cenário mudou. Mesmo as classes D e E adquirem produtos que não são sempre o de menor preço, de acordo com o estudo da Nielsen “Mudanças no Mercado Brasileiro (MMB) de 2012”.

“O shopper das classes mais baixas têm menos espaço para errar, por isso procura produtos de marcas líderes, cujos benefícios são garantidos a ele e a sua família”, explica Ramon Cassel, analista de mercado da Nielsen. O shopper é aquele cliente que pondera na hora de decidir a compra, avaliando o custo benefício do produto. Ele preza o relacionamento com a empresa e observa atentamente o ponto de venda. Diferente do consumidor comum, ele sabe bem o que quer, porque conhece muito bem a marca e a concorrência.

Essa necessidade de ampliar a oferta de produtos de maior valor agregado fez crescer algumas categorias de produtos no Brasil, como sabonetes líquidos antibacterianos, inseticida spray automático e iogurtes funcionais – um aumento de 13%, quando comparadas a categorias de segmentos básicos, que cresceram apenas 5,2%.


Isso não significa que o preço não seja um fator de influência. Essas categorias cresceram justamente em função da redução temporária do preço e a promoções do tipo: leve 2 pague 1. A estratégia de oferecer brinde grátis também tem agradado, além de embalagens econômicas. Ações no ponto de venda têm tido resultados efetivos no curto prazo, considerando que a TV e a internet têm efeito no longo prazo, avalia a Nielsen.
Direcionamento dos gastos

O brasileiro está se alimentando mais fora de casa. Em 2009, 22% das pessoas desembolsava parte de sua renda para almoçar em restaurantes e lanchonetes – em 2011 esse número subiu para 30%.

A manutenção da casa corresponde a 20% dos gastos das famílias, enquanto os gastos com eletrodomésticos somam 27,8%.

O mais interessante é que as classes D e E se destacam, tendo contribuído 34% para o crescimento dos gastos em 59 categorias de produtos, enquanto as classes C1 e C2 somaram 22% e 18%, respectivamente. A classe B foi responsável por 24% e a classe A participou em 2% na taxa de crescimento desses gastos.

O Brasil cresceu, o consumidor mudou e as empresas precisam se adaptar. É o momento de adotar mais estratégias para aprimorar as boas vindas às classes mais baixas.
E você? Passou a comprar produtos que antes não comprava? Você acessa sites corporativos para comparar a qualidade dos produtos?

Fonte: http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/financasdebolso/2012/03/20/classes-baixas-nao-priorizam-mais-preco-baixo/

quarta-feira, 14 de março de 2012

Candidatos se sacrificam em busca de vagas no concurso público

Para estudar, é preciso abrir mão do lazer. Há aulas preparatórias durante a semana inteira. Mas o sábado e o domingo são sagrados para quem está decidido a conquistar uma vaga no serviço público.

O Jornal Nacional exibe esta semana uma série especial de reportagens sobre os brasileiros que perseguem o sonho de ser funcionário público. Nesta terça-feira (13), a repórter Mônica Silveira vai mostrar a dedicação dos chamados concurseiros e a recompensa de quem conquistou uma vaga.

Cíntia é de Belém e tomou posse como auditora fiscal do trabalho em Boa Vista, com salário de R$ 13,6 por mês. Mas isso custou o fim do namoro de oito anos.

“Todo sacrifício que a gente faz vale a pena. Desde a época que a gente está estudando, essa renúncia, esse afastamento das pessoas, não só de namorado, mas também de amigos, isso acontece desde sempre”, ela conta.

Muitas vezes, o concurseiro é incompreendido. É o que diz Clara Bezerra, de 27 anos, de Acari, no Rio Grande do Norte. Já prestou seis concursos. “Assim que eu me formei, fica todo mundo em cima de você querendo saber o que você está fazendo. Quando você diz que está estudando, parece que você não está fazendo nada”, ela diz.

Imagine falhar? Definitivamente, não é fácil. Márcia Oliva, tem 26 anos e é de Salvador. Fez concursos para o Tribunal Regional do Trabalho na Bahia, em Alagoas, no Ceará, em Minas Gerais e passou no de Roraima.

“Você começa a achar: ‘perdi o primeiro, perdi o segundo, perdi o terceiro, o quarto’. Já começa a duvidar da sua capacidade. A autoestima vai para baixo e tem gente, inclusive, que entra em depressão”, destaca Márcia.

Graziela, de 24 anos, sabe bem o que é se sacrificar. Com renda familiar de R$ 1,4 mil, precisou da ajuda de um programa que financia estudantes de baixa renda para se formar na PUC do Rio Grande do Sul. Tambem conseguiu uma bolsa para estudar para concursos e deu certo: passou para auditora do Tribunal de Contas do estado, com salário de R$ 12 mil.

“Eu fui contemplada com uma bolsa para estudar para concursos para me preparar. Eu vi essa oportunidade de ouro e decidi me jogar mais uma vez”, ela conta.

Estudar e abrir mão do lazer. É tempo de reclusão. Em Brasília os concurseiros brincam que, no fim de semana, a praia do morador da cidade é a escola. Há aulas preparatórias durante a semana inteira. Mas o sábado e o domingo são sagrados para quem está decidido a conquistar uma vaga no serviço público.

Giovani que o diga. Aos 39 anos, formado em informática e em direito, gaúcho criado em Brasília, fez três concursos e está inscrito em mais três. Estuda de domingo a domingo. E, em todo canto da casa, busca inspiração. “O que não pode faltar, com certeza, são os livros mais atualizados; as provas dos concursos mais recentes para você saber dos assuntos que estão em voga; e, com certeza, o chimarrão - para você ter tanto a cafeína quanto a ingestão de líquido, coisa de gaúcho mesmo”, ensina.

Giovani já passou em um concurso para a Polícia Federal, mas quer ser juiz. Juntando tudo o que gastou na preparação, lá se vão R$ 50 mil. Em um dos cursos que fez, conheceu a amiga Erika, de 33 anos, que trabalhava na iniciativa privada. Há um ano, ela parou de dar expediente para se dedicar ao sonho de ser promotora de Justiça. Fez provas em São Paulo, no Distrito Federal e em Goiás. Foram seis concursos, a maioria para treinar.
“O que se diz, o que se espera, é que seja em torno de três anos para passar em um concurso de nível mais alto”, ela destaca.
Para economizar, ela voltou a morar com a mãe. No caso de Charles, também é a família que dá a ajuda fundamental para que tente conquistar uma vaga de agente na Polícia Civil de Pernambuco. Pelo cursinho preparatório, a mãe, feirante no interior do estado, paga R$ 500. E ela já banca a faculdade de direito, que ele está terminando. São mais R$ 750.
“Tem que abrir mão de lazer, abrir mão de vaidade, porque a gente tem objetivo de vencer cada etapa”, diz Charles.

Mais do que estar preparado e passar, é preciso estar pronto para o que vem depois, diz a psicóloga Ana Paula Hawatt.

“Você abre mão, algumas vezes, do que você gosta, do que você, às vezes, passou a vida pensando em fazer na sua profissão: enfermeiro, biologia, psicologia, qualquer outra, para prestar um concurso, e fazer o que tem que ser feito, e não o que você gosta”, explica Ana Paula Hawatt.

Foram muitos os desafios na trajetória de Márcio Evangelista. Ele é filho de um policial militar e trabalhou no comércio até bancar por completo a faculdade. Formado e já advogando, concluiu que se realizaria como juiz.

Foram 16 concursos em São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Piauí, Paraná, Tocantins e finalmente no Distrito Federal. Alguns para o Ministério Público, outros para a defensoria pública, até que passou na magistratura. Mas ainda teria feito um pouquinho diferente, na preparação.

“Eu teria utilizado meu tempo, teria trabalhado de forma a me dedicar realmente àquilo que eu tinha vocação, que eu tinha desejado mais do que tudo, que era a magistratura”.


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terça-feira, 13 de março de 2012

Estabilidade financeira atrai brasileiros para concursos públicos

Em 2011, quase 11 milhões de pessoas se inscreveram para concursos em todo país. Gente disposta a tentar uma das 650 mil vagas oferecidas no serviço público federal, estadual e municipal. 

Todos os anos, no Brasil inteiro, milhões de pessoas tentam se transformar em funcionários públicos. E, pra isso, se inscrevem em concursos muito disputados - que acabam alimentando um mercado paralelo, de cursos preparatórios. São os chamados concurseiros.

Esta multidão de cidadãos em busca de vagas valorizadíssimas é o tema de uma série especial de reportagens que o Jornal Nacional exibe a partir desta segunda-feira (12).
Quase não deu tempo. “Foram cinco quilômetros de corrida, 25 minutos, portão quase fechando. É a vontade de fazer concurso e passar logo”, diz o estagiário Vitor Soares.

Emerson também teve que enfrentar uma maratona. De outra natureza. De dia, auxiliar administrativo - de noite, motoboy.

“Entre um intervalo e outro, estudando de madrugada, porque eu chego em casa uma hora, ia dormir às 3h, por aí”, conta Emerson Denes.

Ele tenta uma vaga de técnico de contabilidade júnior. Salário inicial de R$ 2, 615,00.
A concorrência: 173,6 mil para 590 vagas. Viviane Póvoa, 22 anos, já fez dez concursos. “ Essa insistência é por causa da estabilidade”, explica.

Quase 11 milhões de pessoas se inscreveram para concursos em 2011 em todo o país. Gente disposta a tentar uma das 650 mil vagas oferecidas no serviço público federal, estadual e municipal. Outros 200 concursos estão previstos para este ano, com mais de 116 mil novas vagas.

“A meta é sempre fazer mais para ficar mais preparado. Independente de passar ou não, é sempre seguindo, que um dia eu vou chegar lá”, garante o candidato Jonilson.

Portão fechado. A sorte está lançada. Aliás... Sorte? O que é mesmo necessário para ser aprovado num concurso? Muito mais que isso.

“Quem passa em concurso público não é quem tira 10 numa matéria e nota zero em outra. Passa quem é nota seis em tudo. Então se você consegue definir o caminho durante a faculdade, você começa a se preparar para aprovação no concurso público”, explica o promotor e professor Thiago Godoy.

Ele é carioca e mora no Recife. É promotor de Justiça e um dos 100 professores que trabalham no cursinho criado em Pernambuco por Renato Saraiva.

Os concursos contam cada vez com mais frequência com aliados antes usados mesmo por nós, que somos jornalistas. Estúdio, luz, câmera, ação: a aula vai começar.

Renato saraiva abriu mão dos cursos presenciais e, há três anos, comprou a primeira câmera. Tem estúdios em cinco estados. Oferece 150 cursos à distância nas mais diversas áreas. E chegou aos 35 mil alunos.

Eu penso que essa aula on line é tanto para os alunos do interior quanto para os alunos da capital. Os alunos do interior porque eles conseguem participar da igualdade de condições “analisa Renato saraiva, procurador do Trabalho e coordenador do curso.

Os cursinhos on line não esvaziaram as salas de aula. Uma turma, de 150 alunos, se prepara para conseguir vagas nos tribunais, mas ninguém sabe quando os concursos vão acontecer.

“Como a gente sabe a dificuldade aqui no Brasil na profissão de bailarina, eu decidi investir também no concurso público”, diz a bailarina Brenda Schettini.

O professor se impressiona. Os jovens não estão interessados em seguir a carreira que escolheram na hora de entrar na faculdade.

“A gente pensa que passar em concurso público, sempre eu digo em sala de aula, vai resolver todos os problemas, mas isso não é verdade. Passar em um concurso público é começar uma nova vida”, diz Oscar vilaça.

Em Boa Vista, Roraima, o mineiro Adriano começou vida nova. Ele dá expediente na Superintendência Regional do Trabalho e Emprego. Menos de 10 minutos no trânsito. Adriano é formado em filosofia. Todas as dez vagas para auditor fiscal foram ocupadas por gente de fora.

“Uma carreira muito bonita, que ela tem um cunho social. Você vê mudança no seu trabalho, mudança na vida dos trabalhadores”, avalia Adriano Furtado.

Os sete novos auditores se encontraram pela primeira vez no dia em que tomaram posse. Fizeram as contas e descobriram que, juntos, enfrentaram 44 concursos.

“O fato de ser bem remunerado, de adquirir uma estabilidade financeira e uma estabilidade de vida mesmo”, diz Eferson Gomes auditor fiscal do Trabalho.

Os concursos públicos levam as pessoas a saírem da sua zona de conforto. O que parece sacrifício para alguns representa melhoria na qualidade de vida para quem apostava, a princípio, exclusivamente, na estabilidade financeira.

Miguel completou seis anos. Fernanda, dois. As crianças de Brasília estão cheios de amigos em Boa Vista. O pai, Gilberto, dentista, tinha consultório particular e dava aulas em uma faculdade. Decidiu fazer um concurso público.

“Aí eu falei meio de supetão: se você passar, a gente vai. Aí ele passou. E aí a gente veio”, conta Denise Rasia.

Foi o passaporte para exercer a atividade com que sonhava: a de odontolegista num Instituto Médico-Legal. Voltar para Brasília está fora de cogitação.

“A gente está muito bem. Nós estamos com nossos dois filhos. A gente tem muita felicidade. É a qualidade de vida”, avalia Gilberto de carvalho.

Mas a distância vira adversária com frequência. Muito mais do que alguns podem imaginar. As dificuldades do concurseiro são o assunto desta terça-feira.

 ASSISTA O VÍDEO EM: http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2012/03/estabilidade-financeira-atrai-brasileiros-para-concursos-publicos.html

LEMBRE-SE NOSSAS VAGAS PARA O CURSO COMO ESTUDAR, PASSAR EM PROVAS E SER APROVADO EM CONCURSOS JÁ ESTÃO ABERTAS!

 

Motivação: uma ferramenta para o sucesso

Qualquer pessoa pode procurar no Google sobre a motivação e assuntos relacionados e iria aparecer Maslow entre outros autores famosos que estudaram e apresentaram Teorias da Motivação, mas isto não é aquilo que eu pretendo fazer com este artigo.

Na minha opinião, acho que não é possível quantificar o nível de motivação de uma pessoa e torná-lo em valores. Ou seja, não se pode dar uma avaliação quantitativa ao nível de motivação. Quais são os parâmetros em que se podem basear para quantificar tal coisa? Não existem nem podem existir escalas de valores para tal.

A única coisa que é possível é traduzir o nível de motivação para uma escala qualitativa. Por exemplo: “O José está bem motivado”. Espero não estar a tornar isto demasiado confuso, porque de facto é bastante simples. Vou dar um exemplo muito prático.

Não se pode quantificar através de valores a motivação. Não se pode dizer que o nível de motivação do José é de 70%. Pode-se quantificar qualitativamente a motivação dizendo que o José está bem motivado. Isto foi uma pequena introdução para chegar ao assunto a tratar.

Segundo a minha linha de pensamento, no contexto empresarial pode-se dizer que uma empresa vai ser tão bem sucedida como o nível de motivação dos funcionários.

Um caso prático: um empregador contrata um homem para desempenhar uma certa função no departamento A.

Durante 4 meses este trabalhador é exemplar e tem um bom nível de produção. No 5º mês o empregador decide mudar aquele para o departamento B para desempenhar exactamente as mesmas funções que desempenhara no departamento A. Nesse mesmo mês verifica-se que os níveis de produtividade do trabalhador decresceram. Se não pensarmos noutros motivos extratrabalho e outras variáveis o que aconteceu foi uma inadaptação do trabalhador ao novo departamento e assim um decréscimo da sua motivação e consequentemente da sua produtividade.

Um dos factores importantes para o sucesso de uma empresa é a motivação dos colaboradores.

Escrevo este artigo devido ao facto de considerar que a motivação dos colaboradores de uma organização é muitas vezes esquecida por parte da administração, o que é um erro crasso considerado que o capital humano está directamente relacionado com o sucesso de uma empresa. Deixo aqui esta simples introdução sobre este tema e caso gostem voltarei a escrever. Caso seja esse o caso continuarei a aprofundar o tema, e seguir-se-á um artigo sobre os incentivos à motivação. O que pode levar à motivação e/ou desmotivação.

Deixo-vos uma pequena pergunta para reflectir: Se o empregador decidir aumentar um colaborador em 200 euros, poderá ser isto fonte de motivação para todos? O impacto deste aumento será o mesmo numa empregada de limpeza do que num director de departamento?