A empresa criada em um quarto de Harvard por Mark
Zuckerberg vale hoje cerca de 100 bilhões de dólares. A abertura do capital do
Facebook deixou muita gente rica e recolocou a companhia na lista dos lugares
mais desejados para trabalhar.
E não é por acaso. Quem trabalha no escritório da
Califórnia tem direito à comida de graça no refeitório, além de acesso à
cozinha com “lanches ilimitados”. A academia da empresa também tem as portas
abertas para seus funcionários.
Além disso, os funcionários têm direito a quatro
meses de licença parental remunerada (nos Estados Unidos, não há uma lei
federal que regule licença maternidade ou paternidade), com reembolso de gastos
com creche e taxa de adoção. Os novos pais ganham até um bônus, chamado de
“grana do bebê”, de quatro mil dólares.
São muitos os benefícios e, apesar do salário não
ser abertamente divulgado pela empresa, estima-se que um engenheiro de software
ganhe em média 8.500 dólares mensais por lá. Não é pouca coisa, mesmo. Quer
trabalhar junto do Zuckerberg? Confira abaixo o processo seletivo do Facebook.
Como entrar em contato com o Mark?
Para o público geral, existem duas maneiras de
entrar em contato com o Facebook na busca de emprego, as duas disponíveis
através do site da rede social. Na página de “oportunidades de trabalho”, a
rede de Zuckerberg mostra todas as vagas existentes, especificando os
requisitos e as características do emprego. A partir de lá, é possível
preencher alguns dados básicos e fazer upload do seu currículo.
Se você tem interesse em trabalhar com programação,
porém, o Facebook tem uma opção de recrutamento menos tradicional. No item
“Puzzles”, a rede convida os programadores a um desafio cronometrado. Se seu
código passar o teste (que tem de ser feito individualmente e sem consulta),
você recebe um telefonema do recrutador do Facebook.
A segunda etapa do processo consiste na entrevista
por telefone. Os departamento de Recursos Humanos da empresa liga para pessoas
que tenham passado no desafio de programação ou tenham um currículo
interessante.
O candidatos selecionados são, então, convidados a
uma entrevista presencial. Segundo relato dado por um funcionário do Facebook
no site Glassdoor, foram três encontros no escritório em Palo Alto, Califórnia.
“Meu conselho é que você tenha confiança em si mesmo e seja o mais honesto
possível na entrevista”, escreve o atual engenheiro de software da empresa.
Se contratado, o candidato ainda tem espaço para
negociar salários e benefícios. Além de ter a vantagem de fazer parte de uma das
empresas mais valiosas da década.
Entrevista de emprego
A entrevista de emprego do Facebook, de acordo com
os depoimentos dados ao site Glassdoor, a entrevista é informal e os
recrutadores, “jovens e simpáticos”. Confira abaixo quatro perguntas típicas do
recrutamento do Facebook e o que eles querem saber com elas:
O que você faria no primeiro dia de trabalho aqui no
Facebook?
Segundo especialistas em recrutamento, esta questão
quer medir a iniciativa de um profissional. “Uma pergunta dessas separa a
pessoa que tem atitude e drive interno daquela que é mais cautelosa ou tem
medo”, explica Ricardo Basaglia, diretor da empresa de RH Michael Page.
Do que você sente orgulho?
O objetivo desta questão é entender melhor o
candidato – compreender aquilo que ele mais valoriza. “São diversas respostas
possíveis. Uma pessoa pode sentir orgulho de uma característica sua, de
realizações ou até de outras pessoas, por exemplo”, conta Rodrigo Forte, da
EXEC.
Ele ressalta que as pessoas fazem melhor aquilo que
valorizam mais: “Se você diz que sente orgulho das coisas que fez, eu posso
acreditar que é alguém que gosta de realizar”, completa.
Por que você quer deixar seu emprego atual?
Esta pergunta pode ter objetivos diferentes
dependendo do recrutador. Para Basaglia, por exemplo, ela é importante para ver
se o candidato tem claro tudo o que ele realizou e o que ainda quer realizar.
O diretor da Michael Page também comenta que é
preciso tomar cuidado com vieses extremamente pessoais. “É perigoso dizer que
você está saindo porque teve uma briga com seu superior”, diz.
Já Forte busca compreender o que estimula e o que
não satisfaz o funcionário. “É importante para saber se ele vai se dar bem na
empresa”, justifica.
O recrutador da EXEC afirma que não vê grandes
problemas se o candidato responder que houve desentendimentos com o chefe
anterior: “Eu quero entender porque ele tinha dificuldade com o antigo gestor,
mas claro que se ele disser que os últimos três chefes dele foram ruins, isso
levanta algumas dúvidas”, pondera.
O que você faria se um colega seu não estivesse
completando sua parte do trabalho?
Como acontece na maioria das questões de
recrutamento, não existe uma resposta “certa” para esta pergunta. Elas procuram
compreender melhor o candidato e ver se ele se encaixa na empresa.
“Você pode até tentar adivinhar o que o Facebook
quer ouvir de um futuro funcionário, mas se mentir, vai se frustrar depois e
vai decepcionar seus chefes”, diz Forte.
No caso de uma pergunta dessas, o Facebook quer
compreender que tipo de colega você é, entender se você é omisso e se tem tato.
Forte explica que o recrutador também quer saber sua capacidade de influência
perante o grupo.
“E tudo depende da maneira como a pessoa responde.
Se ela disser que conversaria com o gestor da equipe, isso pode indicar que o
entrevistado é dedo-duro, ou ele pode ser visto como alguém que veste a camisa
da empresa”, explica o diretor da EXEC.
Basaglia concorda: “É preciso tomar cuidado com as
emoções, há diversas maneiras de um profissional lidar com essa situação. Mas a
leitura tem de ser de negócio, sempre”.

Nenhum comentário:
Postar um comentário