Ideal para quem dispõe de pouco capital para investir em publicidade, o marketing de guerrilha faz uso do boca a boca para divulgar marcas e empresas
Ideias inusitadas, que provocam impacto no público e geram uma ampla divulgação boca a boca: é assim que funciona o marketing de guerrilha. Pode ser uma boa oportunidade de aumentar a exposição da marca, sem investir na mídia tradicional. Em entrevista à revista Pequenas Empresas & Grandes Negócios, Wagner Martins, 33 anos, sócio da agência Espalhe, revela os segredos para desenvolver estratégias de comunicação eficientes gastando pouco.
P: Quais são as vantagens do marketing de guerrilha em relação aos meios tradicionais?
R: O principal diferencial é que a estratégia de guerrilha faz uso do boca a boca para passar uma mensagem. Além de ser um tipo de veiculação gratuita, o diálogo entre consumidores tende a convencer mais do que os meios de publicidade unilaterais. Obviamente, quando essa mensagem chega aos grandes meios de comunicação, tem a sua abrangência potencializada.
P: Qual é o segredo para elaborar uma boa estratégia de guerrilha?
R: É difícil determinar o que faz um determinado tipo de conteúdo se tornar viral. O que existe é um potencial de disseminação, que começa com uma boa história. O ponto de partida é criar algo que chame a atenção do público. É preciso distanciar-se do conteúdo e perguntar a si mesmo: será que essa história é interessante para outras pessoas?
P: Estratégias de guerrilha estão sempre atreladas às plataformas digitais?
R: A viralização é algo que sempre existiu. Mas o poder de disseminação da web levou esse processo para outro nível, especialmente depois do surgimento das redes sociais. É sempre melhor aparecer no maior número possível de lugares, mas tudo vai depender das suas necessidades. Um único tweet de uma pessoa significativa pode ser o suficiente para atingir o seu público-alvo.
P: Qual é o limite ético para uma campanha de guerrilha? Qualquer boca a boca é válido?
R: Transparência é fundamental. Você nunca pode dar início a uma campanha fingindo que não é uma campanha. O Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (Conar) impõe limites nesse sentido. Os exemplos mais criticados são os de empresas que não deixam sua participação evidente, o que gera desconfiança. Assim como em qualquer área, nunca é bom tentar enganar o público.

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