Como ser feliz no trabalho? Sem dúvida, você já deve ter se feito tal
pergunta em algum momento da sua vida profissional. A resposta, porém,
não é tão complicada quanto se imagina.
Primeiro, deve-se identificar os aspectos da profissão, do emprego e
da carreira que o fazem se sentir preocupado, desmotivado e insatisfeito
e atuar neles. Nessa análise, você verá que a remuneração, sempre entre
as principais preocupações dos trabalhadores, não é o elemento
fundamental.
Para nos ajudar nessa análise, a equipe InfoMoney contou com a ajuda
da consultora de planejamento de carreira da Ricardo Xavier Recursos
Humanos, Karla Oliveira, que elaborou uma lista de elementos que devem
ser observados para se alcançar o máximo de felicidade no trabalho:
Qualidade de vida - antes de mais nada, é preciso
entender que a felicidade no trabalho não está relacionada apenas ao que
acontece enquanto você está realizando suas atividades na empresa. “Se a
pessoa não tem uma vida saudável, está sempre com problemas de saúde, e
isso vai afetar diretamente sua felicidade no trabalho”, diz Karla.
Vida pessoal - na mesma linha do item anterior, se a
sua vida pessoal estiver cheia de problemas, você dificilmente
conseguirá deixá-los em casa, quando estiver trabalhando. Aqui também
entra a questão do orçamento. “Se o profissional estiver cheio de
dívidas, sem conseguir pagar as contas ao final do mês, ele vai ficar
constantemente perturbado com essas questões, o que consequentemente
afetará sua felicidade”, avalia Karla.
Estabeleça limites - alguns dos maiores problemas
que impedem a felicidade no trabalho nem sempre podem ser resolvidos
pelo próprio profissional, porque são questões que dependem do
comportamento de outra pessoa. Chefes intransigentes, inflexíveis e
rígidos demais normalmente causam grande infelicidade aos seus
subordinados.
Segundo Karla, nessa situação, o profissional tem, basicamente, dois
caminhos. Primeiro, ele deve tentar reverter a situação, tendo uma
conversa clara e objetiva com o líder. “Tem que ser uma conversar
franca. Ainda o profissional tem que expor sua visão baseado em bons
argumentos. Se ele for evasivo na conversa, possivelmente terá
dificuldades para resolver os problemas”, explica Karla.
Nessa conversa, o profissional deve estabelecer limites no
relacionamento, ou seja, deixar claro até que ponto o tratamento do
chefe não está sendo coerente com uma postura profissional. Caso a
conversa não surta o efeito esperado, passa a ser interessante encontrar
outro setor, outra área ou até mesmo outra empresa. Mas lembre-se: nem
sempre o problema é o chefe. Veja se não é você mesmo que está gerando
os problemas.
Crie um ambiente agradável - mas não é só o chefe
que pode causar infelicidade. Uma equipe composta por membros que não
sabem respeitar o espaço do outro, por exemplo, vai tornar a situação
muito difícil. Os profissionais devem, porém, tentar conviver da melhor
maneira possível com seus pares.
Para construir um ambiente saudável, porém, todos os membros devem
colaborar. A dica aqui é ser flexível, humilde, aceitar a opinião do
outro, ser otimista e tentar ser companheiro. “É sempre interessante se
colocar no lugar do outro”, diz Karla.
Mas, ainda assim, se você tiver feito de tudo para criar um ambiente
agradável, mas os demais profissionais não colaborarem, vale a pena
considerar encontrar outra posição.
Tenha foco - definir objetivos, elaborar um bom
plano de carreira, correr atrás de desafios e ter foco no trabalho
ajudam na felicidade. Isso porque esses são elementos altamente
motivacionais. "Quando você está motivado e sabe aonde quer chegar, é
mais difícil se perder ou ficar sem direcionamento, ficando, desta
forma, menos vulnerável”, analisa Karla.
Karla entende que felicidade no trabalho é algo bastante subjetivo e
deve ser trabalhada de forma constante. “Se a pessoa for persistente,
procurar atuar naquilo que gosta, souber trabalhar em equipe e se
conseguir se automotivar, as chances de ser feliz sã
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