Estudo da Michael Page revela que essa é a preferência de 47,2% dos profissionais ao negociar uma nova posição
Crescer na empresa parece ser mais importante que discutir uma boa
remuneração. A constatação faz parte de um recente levantamento da
Michael Page, que revelou ser esta a maior preocupação de 47,2% dos
profissionais consultados ao negociar uma nova posição.
Segundo o presidente da Michael Page Brasil, Paulo Pontes, essa
parece ser também uma questão importante para as empresas na hora de
contratar, já que uma das grandes preocupações dos dois lados é saber se
o profissional conseguirá fazer o trabalho de liderança a que se dispõe
mantendo um bom relacionamento com os colegas.
“Todas essas características são avaliadas já que, para a empresa, é
importante saber se, além de crescer na função, ele poderá alcançar
novas funções de gestão. Neste sentido, a intenção dos entrevistados
está completamente alinhada com as expectativas das companhias”,
explica.
Salário e benefíciosE o que também parece ser
decisivo na hora de decidir por uma nova oportunidade é a remuneração e
os benefícios oferecidos pelo empregador. O levantamento cita, por
exemplo, que cerca de 28% dos consultados costumam avaliar bem o pacote
oferecido antes de aceitar uma proposta.
“A estratégia de contratação das empresas deve se adequar a esta nova
realidade, em que uma potencial ascensão profissional futura é mais
decisória do que um aumento imediato na remuneração”, informa Pontes.
Outro fator relevante tem sido ainda a reputação da empresa no
mercado, mencionada por 19,4% dos entrevistados. Pois é, ao que parece,
os profissionais estão cada vez mais exigentes quanto a idoneidade das
corporações que representam.
“Tanto este terceiro fator quanto a disparada importância do primeiro
são espelhos de uma mudança social no Brasil, que só pode acontecer
pelo bom momento da economia, que, por sua vez, permite aos
profissionais planejarem a carreira com menos imediatismo, porque
enxergam uma boa previsão para o futuro”, constata Pontes.
Menor importância
A avaliação revelou ainda que os números expressivamente menores ficaram com a mudança de área ou alteração no escopo de trabalho (2,8%), bem como com a menor carga horária ou um horário mais flexível de trabalho, que atingiram 1,4% das menções.
A avaliação revelou ainda que os números expressivamente menores ficaram com a mudança de área ou alteração no escopo de trabalho (2,8%), bem como com a menor carga horária ou um horário mais flexível de trabalho, que atingiram 1,4% das menções.
A localização da empresa, entretanto, foi mencionada por apenas 0,9% dos profissionais.
“As empresas devem oferecer o padrão de cada setor, para que estes
fatores não se tornem obstáculos na decisão final dos profissionais”,
diz o diretor.
Para ele, ao agir com transparência, as companhias podem atingir
bons resultados com mais facilidade. “O cenário ideal é conseguir
conciliar valores entre empresas e profissionais e o papel da
consultoria especializada é exatamente produzir essa situação ideal, em
que funcionários e empregadores estejam alinhados o máximo possível. Em
última instância cada emprego tem seu par”, conclui.
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