Com o crescimento da renda média do brasileiro (passou de R$ 1.609 em 2010 para R$ 1.650 em 2011, segundo o IBGE), as empresas são desafiadas por um consumidor mais exigente.
Antes, para algumas marcas, bastava estampar um preço baixo na gôndola para garantir a venda. Hoje, o cenário mudou. Mesmo as classes D e E adquirem produtos que não são sempre o de menor preço, de acordo com o estudo da Nielsen “Mudanças no Mercado Brasileiro (MMB) de 2012”.
“O shopper das classes mais baixas têm menos espaço para errar, por
isso procura produtos de marcas líderes, cujos benefícios são garantidos
a ele e a sua família”, explica Ramon Cassel, analista de mercado da
Nielsen. O shopper é aquele cliente que pondera na hora de decidir a
compra, avaliando o custo benefício do produto. Ele preza o
relacionamento com a empresa e observa atentamente o ponto de venda.
Diferente do consumidor comum, ele sabe bem o que quer, porque conhece
muito bem a marca e a concorrência.
Essa necessidade de ampliar a oferta de produtos de maior valor
agregado fez crescer algumas categorias de produtos no Brasil, como
sabonetes líquidos antibacterianos, inseticida spray automático e
iogurtes funcionais – um aumento de 13%, quando comparadas a categorias
de segmentos básicos, que cresceram apenas 5,2%.
Isso não significa que o preço não seja um fator de influência. Essas
categorias cresceram justamente em função da redução temporária do
preço e a promoções do tipo: leve 2 pague 1. A estratégia de oferecer
brinde grátis também tem agradado, além de embalagens econômicas. Ações
no ponto de venda têm tido resultados efetivos no curto prazo,
considerando que a TV e a internet têm efeito no longo prazo, avalia a
Nielsen.
Direcionamento dos gastos
O brasileiro está se alimentando mais fora de casa. Em 2009, 22% das
pessoas desembolsava parte de sua renda para almoçar em restaurantes e
lanchonetes – em 2011 esse número subiu para 30%.
A manutenção da casa corresponde a 20% dos gastos das famílias, enquanto os gastos com eletrodomésticos somam 27,8%.
O mais interessante é que as classes D e E se destacam, tendo
contribuído 34% para o crescimento dos gastos em 59 categorias de
produtos, enquanto as classes C1 e C2 somaram 22% e 18%,
respectivamente. A classe B foi responsável por 24% e a classe A
participou em 2% na taxa de crescimento desses gastos.
O Brasil cresceu, o consumidor mudou e as empresas precisam se
adaptar. É o momento de adotar mais estratégias para aprimorar as boas
vindas às classes mais baixas.
E você? Passou a comprar produtos que antes não comprava? Você acessa sites corporativos para comparar a qualidade dos produtos?
Fonte: http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/financasdebolso/2012/03/20/classes-baixas-nao-priorizam-mais-preco-baixo/
Fonte: http://colunas.revistaepocanegocios.globo.com/financasdebolso/2012/03/20/classes-baixas-nao-priorizam-mais-preco-baixo/

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