A Visão para Vender
Quando chegamos ao tema de PNL e
vendas, realmente não sentimos falta de trabalhos que utilizam os modelos de
comunicação e de persuasão da PNL. Numerosos livros já se incumbiram da tarefa
de traduzir os processos da PNL para vendas.
Aparentemente, muitas pessoas
captaram a visão de usar o modelo de comunicação da PNL, bem como outros
processos, para influenciar, persuadir, acompanhar o modelo de mundo da outra
pessoa, utilizar a linguagem que se ajusta em seus Metaprogramas, falar
hipnoticamente para conseguir que o inconsciente da outra pessoa queira
comprar, etc.
E porque não? Se nós, como
criaturas neurolingüísticas, experimentamos o que fazemos baseados no Modelo do
Mundo que levamos em nossas cabeças, e a PNL tem vários processos para
detectar, acompanhar e utilizar esse Modelo do Mundo, então por que as pessoas
que trabalham com vendas não poderiam usar estratégias de vendas mais efetivas?
Além do mais, vender somente significa que oferecemos um produto altamente
valorizado ou necessário em troca de algo de valor equivalente (como dinheiro).
E, dada à natureza da civilização como uma comunidade interdependente que
desenvolve e cresce baseando-se num intercambio justo de bens – vender assim se
converte numa expressão a que Korzbyski chama de "tempo-enlaçado".
Quando vendemos, podemos nos concentrar em criar e expandir
"sempre-novas" formas de expressão, ao invés de perder tempo reinventando
a roda tentando operar de uma maneira totalmente independente. Em lugar disso,
nós podemos nos especializar, trocar idéias, desenvolver sobre as invenções dos
outros, trocar bens, compartilhar informações, etc.
Pressuposições da Venda
Com esta visão da venda, como
forma civilizada de oferecer, regatear, negociar e trocar bens (uma
ressignificação da Linha-Mental), nós temos um marco de referencia novo e
positivo para essa atividade. E, para uma atividade que tem sido desfigurada
pelos camelôs de circo, pelo estereótipo do "vendedor de carros
usados" e pelo espalhafatoso vendedor de móveis do comercial de TV,
gritando sobre a sua liquidação de armários que você vai ter que comprar porque
reduziu 40, 50 e 80%, promessas excessivas, pessoas chatas,etc., muitas pessoas
que trabalham com vendas precisam de uma perspectiva positiva para o que eles
fazem. Modelos chegaram e se foram nas ultimas décadas. Alguns dos livros mais
antigos, na verdade, apresentam a venda em termos de como manipular as pessoas
ao fornecer informações sobre como jogar com as emoções da pessoa para
conseguir uma venda "emocional" imediata. Mas as coisas mudaram em
nossa cultura. Compradores ficaram mais sofisticados e descobriram que não
gostam de muitas das facetas da venda: a pressão, os truques, as artimanhas, a
intimidação.
Assim um modelo mais amável e
mais cortês se desenvolveu, uma apresentação do tipo Dale Carnegie, que suaviza
as coisas com um enfoque mais inclinado a um perfil inferior. Foram
introduzidas técnicas aos vendedores sobre como escutar e como fazer perguntas.
Eles foram ensinados a indagar primeiro sobre o que o cliente quer. E ainda
assim, a pressuposição por trás das perguntas permanecia igual ao antigo Modelo
de Vendas sob Pressão – o cliente necessita aquilo que você tem. O modelo de
vendas assumia exatamente isso. Assim as habilidades de vendas simplesmente
proporcionavam um caminho para o vendedor conseguir que este trabalho fosse
feito.
Esses dois Modelos de Vendas sob
Pressão funcionaram e continuam a funcionar para muita gente. Mas de novo, à
medida que a consciência humana continua a se desenvolver para se tornar cada
vez mais sofisticada, ou saturada ou sobrecarregada com o mercantilismo, o
telemarketing, etc., surgiu um novo Modelo de Vendas.
Apareceu o Modelo de Facilitação
ao Comprador ou o Modelo de Treinamento (Coaching) de Vendas. Plotkin (1995) e
Morgan (1997) apresentaram este paradigma em termos de PNL. Kevin Davis (1996)
em seu livro "Getting Into Your Customer's Head" fez isso no campo
geral das vendas. Esse estilo de venda começa a partir de um conjunto
inteiramente diferente de pressuposições e crenças.
Davis (1996, pág. 15) descreveu
esse enfoque de venda focado no cliente. O quadro seguinte resume as principais
diferenças entre o enfoque tradicional e o novo.
Enfoque
tradicional
|
Venda
focada no cliente
|
Apresenta solução única
|
Identifica as necessidades do
cliente
|
Explica as características e
benefícios
|
Proporciona informação sobre a
singularidade do produto
|
Proposta de vendas agressiva
|
Dá tempo apara o cliente
aprender
|
Ultrapassa as objeções
|
Ajuda o cliente superar seus
medos
|
Fecha a venda e se retira
|
Fornece valores e resultados
futuros
|
Manipulação
|
Influência
|
Os dois livros de PNL que
apresentam esse Modelo de Facilitação ao Comprador em relação a vendas são os
de Ploktin e o de Morgan. No livro, "Selling With Integrity", Morgan
começa enunciando os princípios ou as pressuposições da facilitação de venda
(cap.3). Se você não os conhecesse, você poderia pensar que ela os inventou, e
sem duvida eles, simplesmente, representam os conhecimentos básicos da PNL
sobre comunicações e relações da PNL, estruturados segundo o formato do Modelo SCORE.
E, em geral, seus seis princípios, que definem o processo de facilitação de
compras, incluem: "um processo de questionamento e de escuta que facilita
o comprador descobrir a melhor maneira de satisfazer suas necessidades
(pág.23).
Certamente esses princípios irão
soar muito familiar aos ouvidos da PNL.
Matéria Completa: http://www.golfinho.com.br/artigospnl/habilidades_venda.asp
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