O sistema de franquias ganha destaque pelas facilidades
conseguidas por grandes redes; turismo, câmbio e alimentação prometem faturar mais.
São Paulo - As expectativas dos brasileiros com a
proximidade de 2014, ano em que o país vai receber a Copa do Mundo, estão cada
vez mais afloradas. No noticiário, é possível acompanhar, diariamente, o ritmo
das obras dos estádios de futebol, as reuniões de responsáveis por pensar a
logística do evento, bem como as discussões entre representantes do governo e a
FIFA. Além da preparação das cidades, as grandes marcas também já traçam
estratégias de marketing e de ampliação para se beneficiar do evento esportivo.
Embora as grande empresas apareçam mais nestes eventos,
também há espaço para as pequenas empresas lucrarem. É preciso estar atento e
ter planejamento. “Tem que focar no tipo de negócio certo, entender o momento.
Não se pode perder a noção de que haverá grande movimento de pessoas dispostas
a gastar, mas não vão comprar coisas que não fazem sentido. Ninguém comprará um
relógio na porta do estádio, mas pode querer adquirir um óculos, ou camisetas,
por exemplo", explica Marcelo Cherto, consultor e presidente do grupo
Cherto.
O especialista acredita que negócios montados com foco nos
eventos vão permanecer ativos nos próximos anos. “Lógico que alguns serão
fechados porque só se sustentam durante os eventos, como lojas abertas nas
portas dos estádios de futebol”, diz Cherto. Segundo ele, haverá turistas
estrangeiros, mas o grande movimento será de brasileiros de outros estados que
irão para as regiões onde os eventos acontecerão. “O acesso das classes C e D
ao mercado de consumo ainda tem muita lenha para queimar, até porque a expansão
não é apenas de marcas sofisticadas, com apelos para a classe A.”
Franquias
Apesar das muitas possibilidades para os pequenos
empreendedores, que podem pensar em diversas formas de explorar o momento,
Cherto ressalta as franquias como a melhor opção para quem deseja entrar no
mundo dos negócios neste período. “Faz mais sentido porque, em muitos casos, o
empresário terá mais facilidade para colocar ponto de venda na hora e no local
certo. No entanto, apesar de ser um negócio já estruturado, uma franquia só
deve ser adquirida se oferecer algo que o empresário não consegue fazer sozinho
pelo mesmo preço”, avalia o consultor.
Cherto ressalta três ramos de negócios que devem ser
beneficiados pelas chances geradas no período: turismo, câmbio e alimentação. O
consultor acredita que agências de viagem, hotéis, serviços de recepção, casa
de câmbio e empresas de comida devem lucrar muito no período. “De forma
indireta, todos acabam sendo beneficiados”, diz.

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