Habilidade para lidar com
conflitos pode ser diferencial para devolver a motivação de colaboradores e
redirecioná-los na carreira
Mais do que se possa imaginar, a
frustração também costuma se fazer presente nos bastidores de uma organização,
especialmente quando aquela 'tão sonhada promoção' costuma ir por água abaixo.
Nessas ocasiões, se calar ou
reagir de forma impulsiva nem sempre é o ideal. É preciso ter habilidade para
lidar com a perda de tal oportunidade e, acima de tudo, contar com a sorte de
ter um gestor atento e habilidoso por perto.
Na opinião do sócio-fundador da
consultoria de gestão Muttare, Tatsumi Roberto Ebina, por exemplo, somente um
bom líder pode fazer a diferença nessas situações e, quem sabe até, ser capaz
de transformar uma possível frustração, em oportunidade. “Ao perceber uma baixa
performance do profissional e até mesmo um certo abatimento, o gestor deve
convidar o colaborador em questão para um bate-papo para detectar o que está
acontecendo”, explica.
Para ele, apenas desse modo é
possível entender o ponto de vista do colaborador e então orientá-lo para que o
mesmo possa buscar seus objetivos.
Passo-a-passo
Habilidades à parte, o importe é
que o gestor esteja sempre um passo à frente de sua equipe e se antecipe à
qualquer investida de colaboradores, que possam ter ficado insatisfeitos com a
decisão.
“Ele não deve esperar que um
profissional o procure. Dependendo do perfil do contratado, tal questionamento
pode ser feito de forma tempestiva e isso não é apropriado”, diz a manager da
divisão de RH da Michael Page, Thais Teperman.
Mas então, como solucionar a
questão? Para Ebina, a maneira mais viável de resolver o impasse é realmente
por meio de uma conversa, na qual o líder possa averiguar os motivos que
causaram tal desmotivação. “Sem esse papo fica difícil não frustrar alguém que
esperava uma promoção”, diz.
Para entender a mente do
profissional, o gestor deverá esclarecer as razões que levaram tal colaborador
a crer que o mesmo possuía as habilidades necessárias para o cargo em questão.
Feito isso, é preciso ser franco: se o mesmo achar que possuía a expertise
necessária, o gestor deverá explicar as razões de sua escolha.
“Um líder habilidoso deve sempre
testar os funcionários que se acharem capazes por meio de novas oportunidades e
desafios. Esse pode ser o diferencial para manter um profissional competente na
empresa ou para perdê-lo para o mercado”, diz Ebina.
Plano B
Uma boa alternativa para quem
deseja manter a motivação de seus contratados é aproveitar a ocasião para
reverter o jogo. Ou seja, para traçar um plano de ação que possa estimular o
desenvolvimento de certas competências. “Dessa maneira o contratado continuará
motivado ao enxergar novas possibilidades”, orienta Ebina.
E nada de comparações. Caso seja
constatado que uma pessoa não possui o perfil mais adequado, o gestor precisa
explicar como tal colaborador pode aprimorar seu trabalho se quiser ser
promovido, e isso sem compará-lo a outros profissionais que possam ter tido um
melhor desempenho.
Profissional: como agir
Uma boa dica para os
profissionais que não possuem a sorte de contar com um líder atento por perto é
convidar o superior para uma conversa. Nessa hora, nada de timidez ou grandes
arroubos emocionais; a recomendação é sempre fazer uso do bom senso.

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